TECNOLOGIA DE GUERRA

Exército Brasileiro testa drones "kamikaze" e lança munições em busca de novas aquisições

Representação de drones militares em voo durante teste.
Drones "kamikaze" e lançadores de munição são avaliados em campanha de pré-qualificação do Exército Brasileiro.

Campanha de pré-qualificação realizada no Rio de Janeiro avaliou 32 sistemas de drones. Objetivo é modernizar o arsenal do Exército Brasileiro.

O Exército Brasileiro (EB) concluiu uma campanha de pré-qualificação focada em drones "kamikaze" e lançadores de munição. A iniciativa, realizada entre 22 de junho e 3 de julho no Rio de Janeiro, visa avaliar tecnologias e pavimentar o caminho para futuras aquisições pela Força. A Diretoria de Fabricação (DF), com apoio do Centro de Avaliações do Exército (CAEx), coordenou a atividade que buscou verificar a segurança, capacidade e o desempenho de sistemas disponíveis na Base Industrial de Defesa (BID).

O processo, que começou com 84 sistemas de drones submetidos por empresas, selecionou 32 para a fase de testes práticos. Dentre os equipamentos avaliados, destacam-se os Drones Lançadores de Munição (DLMs), que transportam e liberam cargas sobre alvos, e os Sistemas de Munições Remotamente Pilotadas (SMRPs), que incluem os chamados drones "kamikaze" e "loitering", onde o próprio equipamento é utilizado diretamente contra o inimigo.

A pré-qualificação foi estruturada em três etapas: a primeira focou na avaliação de segurança, controle e estabilidade em voos curtos. A segunda exigiu que os drones demonstrassem sua funcionalidade com munições inertes. Já a terceira etapa consistiu na demonstração com munições reais, permitindo uma análise aprofundada do desempenho dos sistemas em cenários mais próximos da realidade operacional.

O general de brigada Vasconcellos, chefe da DF, ressaltou a importância de o Exército Brasileiro se manter atualizado com os avanços tecnológicos militares. "Temos que estar sempre preparados e, nesse preparo, temos que identificar quais são as evoluções da arte da guerra. É por isso que o Exército está mantendo a vanguarda em ciência e tecnologia, precisamos avançar nessa temática", afirmou. Essa postura proativa garante que a Força acompanhe as transformações na doutrina militar e nas capacidades empregadas em conflitos globais.

A iniciativa do EB visa não apenas expandir o conhecimento sobre drones disponíveis no mercado nacional, mas também estreitar a relação entre a demanda operacional da Força e a capacidade produtiva da indústria de defesa brasileira. Os resultados obtidos na pré-qualificação poderão impulsionar parcerias com empresas da BID, visando o aprimoramento dos sistemas e a futura introdução de novas capacidades no arsenal do Exército.

A crescente relevância dos drones em conflitos modernos, como evidenciado na Ucrânia, transformou esses equipamentos em elementos centrais nas estratégias militares. O uso intensivo de aeronaves não tripuladas para vigilância, reconhecimento e ataques precisos elevou a demanda por sistemas anti-drone, guerra eletrônica e meios de detecção. Diante desse cenário, as Forças Armadas de diversas nações têm priorizado o desenvolvimento e a aquisição de drones e suas contramedidas, reconhecendo-os como capacidades indispensáveis para operações terrestres, defesa de posições e proteção de tropas.

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