INDIGNAÇÃO E LUTO
Ex-vereador Farys Miguel é sepultado no Maranhão sob forte comoção
A morte a tiros de figura pública mobiliza Dom Pedro e exige respostas da Polícia Civil.
A cidade de Dom Pedro, no Maranhão, prestou suas últimas homenagens nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, ao ex-vereador Farys Miguel Lopes da Silva, de 46 anos, sepultado sob aplausos e profunda comoção. Seu assassinato a tiros, ocorrido na segunda-feira, 27 de abril de 2026, chocou o município e reacendeu o debate sobre a segurança pública, enquanto a Polícia Civil segue na busca pelos responsáveis por interromper a vida de uma figura política e socialmente atuante.
O velório, que antecedeu o cortejo, reuniu centenas de pessoas, incluindo familiares, amigos próximos, lideranças políticas e cidadãos de Dom Pedro, todos presentes para se despedir do ex-parlamentar. Farys Miguel era amplamente reconhecido por sua dedicação à política municipal e seu forte vínculo com a população, tanto em sua atuação como vereador quanto como empresário.
Após as despedidas, um emotivo cortejo fúnebre percorreu as ruas principais da cidade. O trajeto simbólico incluiu paradas em locais marcantes da trajetória pessoal e política de Farys Miguel, como a Câmara Municipal de Vereadores, instituição que ele presidiu e onde exerceu múltiplos mandatos. O sepultamento final aconteceu em um cemitério local, em meio à dor e à esperança por justiça.
Farys Miguel era casado com a ex-vereadora Rosa Nogueira e pai da médica e vereadora Ludymila Nogueira, consolidando seu legado familiar e político na região.
Crime brutal e investigação em andamento
O ex-vereador foi fatalmente atingido por tiros na tarde da segunda-feira, 27 de abril de 2026, ao chegar à sua residência. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois suspeitos, utilizando uma motocicleta e com capacetes e rostos encobertos, se aproximaram do carro de Farys Miguel e efetuaram os disparos, fugindo em seguida.
Este não foi o primeiro contato de Farys Miguel com a ameaça. Em 2013, após a morte de seu pai, ele havia relatado em entrevista à TV Mirante que sofria ameaças de morte por ter denunciado o crime à polícia, expressando na época seu temor pela própria segurança. Este histórico adiciona uma camada de complexidade e urgência à atual investigação.
Até o momento, a Polícia Civil do Maranhão não realizou prisões relacionadas ao caso. Questionada pela nossa reportagem sobre possíveis avanços nas investigações, a instituição ainda não divulgou informações. O caso segue sob apuração, e a comunidade de Dom Pedro aguarda ansiosamente por respostas e pela responsabilização dos envolvidos neste ato de violência.
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