FALECIMENTO DE EX-GESTOR

Ex-prefeito Alcides Bernal morre após passar mal no Presídio Militar

Foto de Alcides Bernal, ex-prefeito de Campo Grande.
Alcides Bernal em registro público durante sua trajetória política em Campo Grande.

O falecimento de Alcides Bernal ocorreu em Campo Grande, após complicações cardíacas severas e a negativa de prisão domiciliar pela Justiça.

O ex-prefeito Alcides Bernal faleceu em Campo Grande, nesta segunda-feira, 13/07/2026, após sucessivos agravamentos em seu quadro clínico enquanto cumpria pena no Presídio Militar. A decisão do Poder Judiciário de manter o regime fechado, mesmo diante de alertas sobre a fragilidade de sua saúde, tornou-se o ponto central das discussões sobre o amparo à dignidade humana no sistema carcerário.

Bernal havia sido internado originalmente em 30 de junho de 2026, após apresentar desmaios no Presídio Militar. Na ocasião, exames constataram diversas lesões cardíacas, resultando em procedimentos de angioplastia e instalação de stents. Apesar da gravidade, ele retornou à unidade prisional logo após receber alta médica.

A situação tornou-se crítica no último fim de semana, quando o ex-prefeito desmaiou novamente e foi encaminhado às pressas para a Santa Casa, sendo transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A defesa, representada pelo advogado Ricardo Machado, enfatizou que o Poder Judiciário foi reiteradamente alertado sobre o risco de morte e a inadequação da estrutura prisional para um paciente de alto risco, sem que o pedido de prisão domiciliar fosse concedido.

O falecimento ocorre em um momento de intensa tensão jurídica, dado que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia negado um habeas corpus em 30 de junho de 2026, mantendo a determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para que Bernal fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pela acusação de homicídio. O caso envolve a disputa pela posse de um imóvel na Rua Antônio Maria Coelho, arrematado por Roberto Carlos Mazzini.

A trajetória de Alcides Bernal, natural de Corumbá, foi marcada por intensa atividade pública, passando pela Câmara Municipal e pela chefia do Executivo, onde enfrentou um processo de cassação em 2013 antes de retomar o cargo em 2015 por decisão judicial. A notícia de seu falecimento encerra um ciclo de polêmicas políticas e desdobramentos judiciais que impactaram a história recente de Mato Grosso do Sul.

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