DELAÇÃO PREMIADA REJEITADA
Ex-banqueiro Daniel Vorcaro cita suposto repasse de R$ 155 milhões a Davi Alcolumbre em proposta de delação
Proposta de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, apontava suposto recebimento de US$ 30 milhões pelo presidente do Senado Federal. PF considerou as informações sem novidades.
{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que aponta o suposto recebimento de US$ 30 milhões, cerca de R$ 155 milhões na cotação atual, pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil), foi rejeitada pela Polícia Federal (PF). A informação, divulgada nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, integra um acordo de colaboração que a PF considerou carente de novidades."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Segundo o relato atribuído a Vorcaro, o montante teria sido depositado em uma conta no exterior e transferido ao senador. A suposta operação visaria compensar o apoio de Alcolumbre a interesses do Banco Master. Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, teria intermediado a negociação."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Davi Alcolumbre negou veementemente as acusações em nota divulgada na noite de quinta-feira, 11 de junho de 2026. O presidente do Senado Federal classificou as informações como falsas e declarou que jamais recebeu recursos, tanto no Brasil quanto no exterior. O parlamentar anunciou a intenção de recorrer à Justiça, nas esferas cível e criminal, para responsabilizar os autores das alegações e exigir provas."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"As alegações fazem parte da segunda proposta de delação premiada da defesa de Daniel Vorcaro e foram rejeitadas pela Polícia Federal na quarta-feira, 10 de junho de 2026. Investigadores avaliaram que o acordo não apresentou fatos inéditos nem elementos relevantes para a Operação Compliance Zero, mesmo com a inclusão de novos nomes políticos na narrativa do ex-banqueiro."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A delação também mencionava supostos pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia. Rueda negou irregularidades e declarou apenas ter prestado serviços advocatícios ao Banco Master, sem relação pessoal com Daniel Vorcaro. O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), também rechaçou vínculos próximos, mencionando apenas um encontro institucional relacionado ao programa Credcesta e defendendo investigação oficial dos fatos."}}]}
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