SANCÕES CONTRA FACÇÕES

EUA garantem que Pix não será alvo de sanções contra PCC e CV

Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA
Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. Foto: Divulgação

Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirma que medidas serão direcionadas a indivíduos e empresas que ofereçam apoio material aos grupos criminosos. Governo brasileiro temia impacto sobre o sistema de pagamentos.

{"blocks":[{"key":"a1b2c","type":"paragraph","data":{"text":"A porta-voz em língua portuguesa do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, indicou nesta terça-feira, 02/06/2026, que o sistema de pagamentos Pix não está no foco inicial da implementação das sanções decorrentes da classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas estrangeiras. A decisão, anunciada pelo governo americano, visa a combater o financiamento e o apoio material a esses grupos, impactando a dignidade e a segurança de indivíduos e sociedades.","text_format":"default"}},{"key":"d3e4f","type":"paragraph","data":{"text":"Em entrevista ao Poder360, Amanda Roberson afirmou que as medidas serão direcionadas a pessoas e entidades que prestem apoio material aos grupos, ressaltando a importância da intencionalidade para eventual responsabilização. O receio do governo brasileiro era de que o sistema de pagamentos, amplamente utilizado no país, pudesse sofrer interrupções.","text_format":"default"}},{"key":"g5h6i","type":"paragraph","data":{"text":""As designações agora vão entrar na fase de implementação. Impossível imaginar ou saber o que poderia acontecer com casos individuais, mas sabemos que o setor financeiro brasileiro é, de modo geral, bem sofisticado e compreende suas responsabilidades para cumprir com a legislação americana", disse a porta-voz. A fala busca tranquilizar sobre a manutenção da operacionalidade do Pix, ferramenta que facilita transações e impacta a vida financeira de milhões de brasileiros.","text_format":"default"}},{"key":"j7k8l","type":"paragraph","data":{"text":"Amanda Roberson afastou a hipótese de intervenção militar, explicando que a classificação de organizações terroristas estrangeiras não concede ao governo norte-americano esse tipo de poder. "A lei americana das designações é muito clara: não contempla nenhum tipo de ação militar. É o Departamento de Guerra que tem responsabilidade para ações militares no mundo. Essas designações têm como seus princípios suas consequências, restrições de vistos e também restrições financeiras para bloquear as atividades e o apoio aos grupos criminosos", detalhou.","text_format":"default"}},{"key":"m9n0o","type":"paragraph","data":{"text":"A porta-voz também informou que há registros de atuação do PCC e do CV em um a cada quatro Estados norte-americanos. Segundo ela, as duas facções integram uma lista de 17 organizações do hemisfério ocidental classificadas pelos EUA como organizações terroristas estrangeiras. A presença dessas organizações representa uma ameaça à segurança e à ordem pública, afetando a tranquilidade das comunidades.","text_format":"default"}},{"key":"p1q2r","type":"paragraph","data":{"text":"Questionada sobre as críticas do presidente Lula (PT) à decisão, Amanda Roberson declarou que “cada líder pode ter a sua opinião”. Ao comentar a possibilidade de influência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na medida, afirmou que o presidente Donald Trump toma suas decisões de forma “independente”. A porta-voz reforçou que Washington espera ações mais enérgicas do Brasil contra o PCC e o CV, mas ressaltou que cabe a cada país definir sua estratégia de combate ao crime organizado de acordo com sua própria legislação.","text_format":"default"}},{"key":"s3t4u","type":"image","data":{"url":"https://static.poder360.com.br/2026/06/image5-848x477.png","caption":"Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. Foto: Divulgação","alt":"Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA"}},{"key":"v5w6x","type":"paragraph","data":{"text":"Sobre a preocupação com o Pix, Roberson esclareceu que a responsabilidade recai sobre o Departamento do Tesouro, que trabalhará com autoridades brasileiras para implementar as regras. "Qualquer pessoa ou entidade que intencionalmente preste apoio material a estes grupos deve ser responsabilizada", enfatizou, indicando que a inteligência e a cooperação entre os países são fundamentais para garantir que ferramentas legítimas não sejam indevidamente afetadas e que a dignidade dos cidadãos seja preservada.","text_format":"default"}}]},

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