ESCALADA IMINENTE
EUA e Israel coordenam possível ataque ao Irã em meio a tensões
Aumento das tensões no Estreito de Ormuz e mísseis iranianos aceleram preparativos para ataques. Milhares de vidas em risco, decisão final cabe a Donald Trump.
Israel e os EUA intensificaram a coordenação para uma possível nova rodada de ataques contra o Irã nesta terça-feira, 05/05/2026. A decisão, motivada pelo aumento das tensões no Estreito de Ormuz e pelos disparos de mísseis iranianos registrados na segunda-feira, 04/05/2026, visa pressionar Teerã a ceder em negociações e reabre a possibilidade de uma escalada ainda maior no conflito que já ceifou milhares de vidas na região.
Uma fonte israelense revelou à CNN que a coordenação inclui a preparação para uma nova ofensiva, que teria como alvos a infraestrutura energética do Irã e a eliminação de altos funcionários iranianos. Muitos desses planos já estavam virtualmente prontos no início de abril, às vésperas de um cessar-fogo anterior.
"A intenção seria realizar uma campanha curta com o objetivo de pressionar o Irã a fazer novas concessões nas negociações", explicou a fonte. Contudo, qualquer decisão de retomar as hostilidades, ressaltou, cabe, em última instância, ao presidente dos EUA, Donald Trump.
Trump manifestou crescente frustração com o impasse nas negociações e a incapacidade de garantir a livre circulação no Estreito de Ormuz. Apesar disso, o presidente também sinalizou que não deseja reiniciar um conflito em grande escala com o Irã, ponderando os riscos de uma escalada descontrolada.
Desde o princípio, Israel demonstrou ceticismo quanto às perspectivas de negociações entre o Irã e os Estados Unidos, segundo um funcionário israelense. No entanto, o reinício dos disparos de mísseis iranianos em direção ao Golfo na segunda-feira, 04/05/2026, acelerou os preparativos para uma possível intensificação das hostilidades.
Na última semana, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, realizou consultas em fóruns de segurança restritos e rigorosamente controlados. Ele também instruiu seus ministros a não fazerem comentários públicos sobre o Irã, indicando a sensibilidade e a gravidade da situação.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
A região do Oriente Médio vive um conflito aberto envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que teve início em 28 de fevereiro. Um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã, além de diversas outras autoridades de alto escalão do regime. Os EUA também afirmam ter destruído dezenas de navios, sistemas de defesa aérea e outros alvos militares do país.
Em retaliação, o regime dos aiatolás lançou ataques contra países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, alegando mirar apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
O cenário de uma nova ofensiva é particularmente grave, considerando que o conflito já resultou na morte de mais de 1.900 civis no Irã, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
A guerra se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em resposta à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra o que descreve como alvos do Hezbollah no país vizinho, resultando em mais de 2.600 mortes em solo libanês.
Com a perda de grande parte de sua liderança, um conselho iraniano elegeu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o novo líder supremo. Especialistas apontam que a escolha representa a continuidade da repressão e que ele não promoverá mudanças estruturais.
Donald Trump expressou descontentamento com a eleição, classificando-a como um "grande erro". Ele havia declarado a necessidade de envolvimento no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.
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