PAZ HISTÓRICA
EUA e Irã firmam acordo de paz após meses de conflito, anuncia Paquistão
Acordo prevê cessar-fogo imediato em todas as frentes, reabertura do Estreito de Ormuz e flexibilização de sanções. Assinatura oficial marcada para 19 de junho na Suíça.
Os Estados Unidos e o Irã anunciaram, neste domingo, 14/06/2026, o fim do conflito que se arrastava há quase quatro meses. A decisão foi comunicada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e endossada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, marcando um momento crucial para a estabilidade regional e global. O acordo, que visa restaurar a paz e normalizar as relações diplomáticas e comerciais, tem impacto direto na dignidade humana ao interromper o ciclo de violência e abrir caminho para a reconstrução e o desenvolvimento.
Segundo o comunicado de Sharif, divulgado em sua rede social X (antigo Twitter), ambas as nações declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo ações no Líbano. A cerimônia oficial de assinatura do tratado está agendada para 19 de junho, na Suíça, um país conhecido por sua neutralidade e histórico em sediar negociações de paz.
Donald Trump confirmou o acordo em sua plataforma Truth Social, celebrando a conclusão das negociações. Além disso, o presidente americano determinou a liberação imediata da rota marítima do Estreito de Ormuz, um dos pontos nevrálgicos para o transporte global de petróleo, sem a cobrança de pedágios ou taxas. "Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!", declarou Trump, sinalizando um esforço para a retomada do comércio e o alívio de possíveis crises energéticas.
A agência de notícias IRNA, do Irã, também replicou as informações, com o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmando à TV estatal que o cessar-fogo entraria em vigor ainda na noite de domingo. Ele detalhou que as negociações para um acordo final, com duração prevista de 60 dias, deverão abranger o fim das sanções impostas ao Irã, a criação de mecanismos para a reconstrução do país e o monitoramento do cumprimento dos compromissos. Gharibabadi ressaltou que Teerã responderá a quaisquer violações do pacto.
A imprensa internacional, com base em fontes governamentais dos EUA e do Irã, aponta que o memorando prevê um novo cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, incluindo o Líbano. O Estreito de Ormuz seria reaberto imediatamente, com o Irã se comprometendo a não cobrar taxas e a restabelecer o tráfego local em 30 dias. Os EUA também levantariam o bloqueio naval na entrada do Estreito, e as sanções contra o Irã seriam flexibilizadas progressivamente, com a condição de que o país não busque armas nucleares. A Reuters informou de uma fonte do governo americano que o programa nuclear iraniano será desmantelado e que o acesso a ativos congelados dependerá do cumprimento das obrigações iranianas.
Apesar da confirmação do acordo e da iminente assinatura, a imprensa estatal iraniana havia divulgado previamente que Teerã não abriria mão do controle do Estreito de Ormuz nem do direito de enriquecer urânio. O memorando, segundo a agência Mehr, deveria prever a suspensão das sanções americanas, a retirada de forças militares dos EUA das proximidades do país, o levantamento do bloqueio naval a portos iranianos e a interrupção das hostilidades.
As negociações ganharam força após um período de escalada de tensões, com troca de ataques entre EUA e Irã, apesar de um cessar-fogo. A queda de um helicóptero militar americano na região do Estreito de Ormuz levou a acusações mútuas e bombardeios. Trump chegou a anunciar ataques e a intenção de controlar o petróleo e gás do Irã, mas reverteu a ofensiva, afirmando que os negociadores haviam chegado a um consenso sobre os "pontos finais" da proposta de paz. O presidente americano havia previsto a assinatura para este domingo, com a presença de seu vice, JD Vance, na Europa, e destacou que o acordo garantiria que o Irã jamais obtivesse uma arma nuclear.
O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif expressou gratidão a ambas as nações pelo compromisso durante as negociações e agradeceu aos "irmãos na região" pelo apoio, confiante de que o acordo histórico formará uma base para a paz duradoura. Ele também indicou que o Paquistão estava se preparando para uma assinatura eletrônica nas próximas 24 horas, seguida por negociações técnicas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, havia mencionado anteriormente que a assinatura do memorando de paz não ocorreria no domingo, mas que a possibilidade de assinatura nos próximos dias, em Islamabad, não podia ser descartada, pedindo cautela sobre datas exatas.
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