DECISÃO HISTÓRICA

EUA e Irã chegam a acordo para suspender sanções e reabrir Estreito de Ormuz

Assinatura de acordo entre diplomatas americanos e iranianos.
Cerimônia formal de assinatura do acordo entre EUA e Irã está prevista para ocorrer em breve.

Memorando de entendimento visa criar ambiente favorável para negociações técnicas sobre o programa nuclear iraniano, com suspensão de sanções e desbloqueio de fundos.

Autoridades americanas anunciaram, nesta quarta-feira, 17/06/2026, que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo preliminar. A decisão foi tomada para criar um ambiente mais propício a futuras negociações técnicas, especialmente sobre o programa nuclear iraniano. Este passo é crucial porque visa suspender sanções econômicas contra o Irã e descongelar fundos, além de encerrar o bloqueio dos portos iranianos pelos EUA e reabrir o Estreito de Ormuz, impactando diretamente a economia e a geopolítica da região. Negociadores americanos estão trabalhando para divulgar rapidamente o texto do acordo, minimizando a importância da linguagem específica do documento, segundo relataram as autoridades à CNN. O memorando de entendimento, descrito como "incrivelmente vago" por um dos funcionários, tem como objetivo principal pavimentar o caminho para discussões presenciais de alta complexidade. A estrutura busca dar ao Irã a capacidade de apresentar politicamente o acordo ao seu público interno. O vice-presidente americano, JD Vance, informou à CNN que o documento tem uma página e meia e não reflete compromissos informais assumidos pelo Irã, que teriam gerado maior confiança para a assinatura. O acordo, classificado como um "documento político" pelos envolvidos, prevê a suspensão de sanções e a liberação de fundos mediante o progresso nas negociações. "Vamos suspender as sanções quando, você sabe, com base no progresso. Vamos liberar os fundos assim que tivermos concordado com os mecanismos para isso", explicou um funcionário. O texto do acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, com o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que a passagem será "permanentemente livre de pedágios". Contudo, agências iranianas informaram que o Irã pretende cobrar taxas após um período inicial de 60 dias de negociações. A remoção de minas instaladas pelo Irã no estreito também é um ponto crítico a ser resolvido. O Paquistão mediou o acordo, que inclui o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes. No entanto, Israel reiterou que suas forças não deixarão o território libanês, e o acordo não exige sua retirada. Os EUA manterão sua presença militar no Oriente Médio durante as negociações, com planos de redução caso um acordo final seja alcançado. Sobre as questões nucleares, o Irã ofereceu garantias de que não desenvolverá armas nucleares, mas não há compromissos concretos sobre seu programa ou estoques de urânio, que serão discutidos futuramente. A liberação de bilhões de dólares em recursos financeiros congelados para o Irã só ocorrerá após compromissos claros por parte do país, conforme declarou uma autoridade americana. Economicamente, os preços do petróleo apresentaram queda, mas permanecem acima dos níveis pré-conflito. Uma recuperação econômica mais ampla é esperada em meses.

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