IMPASSE NA PAZ

Israel condiciona saída de Gaza a desarmamento do Hamas

Escombros de construção em Deir al-Balah, Faixa de Gaza
Escombros em Deir al-Balah, Gaza, onde civis tentam reconstruir a rotina após anos de intensos conflitos na região.

Após Hamas aceitar acordo proposto por Donald Trump, governo israelense exige garantias concretas de desmilitarização para retirar tropas da região.

A presença militar de Israel na Faixa de Gaza está condicionada ao desarmamento genuíno do grupo Hamas. A posição foi reafirmada por uma autoridade governamental à agência Reuters na sexta-feira (31), evidenciando que, apesar das tratativas diplomáticas, a exigência de segurança permanece inegociável para o governo israelense.

O posicionamento veio à tona após o Hamas confirmar, na quinta-feira (30), que aceitou uma proposta de acordo mediada internacionalmente, conforme anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ghazi Hamad, negociador do movimento, declarou que o grupo está disposto a entregar suas armas ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) como uma forma de concessão para proteger a população civil contra novos deslocamentos e mortes.

Apesar da retórica de paz, o cenário permanece tenso. Enquanto Donald Trump classificou o avanço em sua rede social, Truth Social, como um passo monumental, fontes políticas internas indicam que os termos atuais não atendem plenamente às exigências israelenses. O ponto central da divergência reside na eficácia da desmilitarização completa do território.

O cronograma do acordo prevê que, uma vez consolidado o desarmamento, as tropas israelenses iniciarão a retirada, permitindo que a Força Internacional de Estabilização e uma nova força policial local assumam a governança. Esta estrutura, autorizada por Israel no domingo (25), pretende atuar sob a supervisão do Conselho da Paz para gerir a transição no território.

A situação ainda reflete um impasse delicado, dado que o tema, segundo fontes, não foi exaustivamente discutido no encontro recente entre Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na Casa Branca. A implementação do processo depende agora de negociações técnicas para que as promessas de segurança se traduzam em estabilidade real para os civis na Faixa de Gaza.

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