DIPLOMACIA E SEGURANÇA

EUA convidam Mauro Vieira para discutir terrorismo político

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante agenda oficial.

Ministro das Relações Exteriores não deve comparecer ao encontro em Washington, onde o foco será a repressão a grupos classificados como terroristas pela Casa Branca.

O governo dos Estados Unidos formalizou um convite ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para uma reunião ministerial de alto nível dedicada a debater o avanço do terrorismo político global. A participação do representante do Brasil, confirmada pelo Itamaraty à CNN, é considerada improvável devido a conflitos de agenda, conforme sinalizaram fontes governamentais nesta sexta-feira, 10/07/2026.

O encontro, que reunirá representantes de aproximadamente 60 nações da Europa e da Ásia, está agendado pelo Departamento de Estado para a próxima quarta-feira, 15 de julho de 2026. A pauta central do evento envolve a análise de organizações que a Casa Branca identifica como grupos terroristas, com ênfase naquelas posicionadas no espectro político de esquerda.

A tensão diplomática entre os dois países ganhou contornos mais rígidos desde que o governo norte-americano classificou as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como terroristas. O posicionamento gerou reações no Itamaraty, que chegou a emitir um ofício alertando sobre os riscos de implicações para cidadãos brasileiros e a possibilidade teórica de ações militares dos EUA no Brasil.

Em resposta aos questionamentos brasileiros, o Departamento de Estado refutou qualquer intenção de intervenção militar, qualificando tal hipótese como absurda. O órgão americano sustenta que suas medidas visam apenas o exercício de autoridade soberana contra o narcoterrorismo. O evento em Washington busca alinhar estratégias globais para conter o que Washington descreve como uma ameaça antiga que ressurge com conexões transnacionais sólidas, segundo publicações do The Washington Post.

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