FACÇÕES BRASILEIRAS NA LISTA

EUA consideram PCC e Comando Vermelho terroristas

Fachada do Federal Register, publicação oficial do governo dos EUA.
A decisão de incluir PCC e Comando Vermelho na lista de terroristas dos EUA foi publicada no Federal Register.

Decisão publicada no Federal Register bloqueia ativos e proíbe transações com as facções, alinhando-as a grupos como Hamas e Al-Qaeda.

O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) foram oficialmente incluídos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras dos Estados Unidos. A designação, publicada no Federal Register em 05 de abril de 2024, eleva o status das facções brasileiras, equiparando-as a mais de 90 outros grupos reconhecidos como terroristas pelo governo americano.

Jéssica Petrovna, editora responsável pela notícia, explicou que essa classificação permite aos Estados Unidos o bloqueio de ativos dessas organizações e impõe a proibição de qualquer transação financeira com elas. "Essas organizações são incluídas também naquela lista de sanções do Departamento do Tesouro Americano", detalhou na sexta-feira, 05 de abril de 2024.

Com essa medida, o PCC e o Comando Vermelho passam a figurar no mesmo patamar de organizações como Hamas, Hezbollah, Al-Qaeda e Estado Islâmico.

A inclusão das facções brasileiras se insere em um movimento mais amplo liderado por Donald Trump, visando aumentar a pressão sobre organizações criminosas na América Latina. Durante seu segundo mandato, Trump já havia classificado cartéis mexicanos, o MS-13 e o Tren de Aragua, da Venezuela, como terroristas. Posteriormente, o Clã del Golfo, da Colômbia, e o suposto cartel Los Soles, da Venezuela, também foram adicionados à lista. "Desde o início do seu novo mandato, o Trump tem aumentado a pressão sobre essas organizações criminosas da América Latina", destacou a jornalista.

Petrovna ressaltou que, diferentemente do PCC e do Comando Vermelho, o cartel Los Soles não é uma organização criminosa com estrutura de poder e disputa territorial definidos, mas sim uma designação para a corrupção e os vínculos das Forças Armadas venezuelanas com o crime organizado. No México, seis cartéis foram classificados como terroristas, gerando atritos com o governo local e, segundo apurações, possivelmente relacionados a operações secretas da CIA envolvendo assassinatos de supostos membros desses grupos em território mexicano.

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