TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO
EUA atacam alvos no Irã após violarem trégua; Trump ameaça país
Ação americana ocorre após Teerã atacar navio em meio a acordo de cessar-fogo de 10 dias. Presidente Trump promete 'destruição' caso conflito se intensifique.
As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram ataques contra múltiplos alvos no Irã neste sábado, 27 de julho de 2024. A decisão foi tomada pelo presidente Donald Trump, em resposta à violação de um acordo de cessar-fogo que abala a frágil trégua entre os dois países. A ação é crucial pois eleva o risco de uma escalada de conflitos em uma região estratégica global.
Em nota publicada na rede social X, o Exército americano declarou que o Irã teve a oportunidade de respeitar o acordo, mas optou por não fazê-lo. A justificativa para a ofensiva foi um ataque iraniano a um navio próximo ao Estreito de Ormuz no início do dia. O Irã ainda não se pronunciou oficialmente sobre os ataques americanos.
O tratado, assinado há 10 dias, previa o 'encerramento imediato e permanente das operações militares' e o compromisso das nações em 'abster-se da ameaça ou do uso da força' uma contra a outra. A dignidade humana e a segurança regional estão em jogo diante da fragilidade desse pacto.
Na noite de sábado, o presidente Donald Trump acusou o Irã de quebrar o cessar-fogo. 'É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir', declarou o presidente na plataforma TruthSocial.
Em retaliação, o Irã lançou ofensivas contra bases americanas no Kuwait e no Bahrein. Mais cedo, o país asiático já havia atacado o Bahrein com drones, e um navio foi atingido no Estreito de Ormuz, ações que podem ter sido uma resposta aos bombardeios americanos realizados durante a madrugada.
Ataques no Golfo Pérsico
Os ataques recentes no Golfo Pérsico aumentam significativamente o risco de uma nova escalada de conflitos, mesmo após um acordo provisório que visava avançar em um entendimento final para encerrar o conflito. Os Estados Unidos haviam realizado bombardeios durante a madrugada em resposta a um ataque iraniano com drones contra um navio cargueiro que tentava deixar o estreito na quinta-feira, em uma sucessão de eventos que têm minado o cessar-fogo.
Bahrein condena ataque
O governo do Bahrein, que abriga a 5ª Frota da Marinha dos EUA, informou que 'vários drones iranianos' atingiram o país, classificando a ação como uma 'ameaça flagrante à segurança de cidadãos e residentes'. A agência estatal iraniana IRNA relatou que a Guarda Revolucionária atingiu alvos ligados ao 'exército terrorista dos EUA na região', sem especificar quais.
O Comando Central dos EUA confirmou que os bombardeios da madrugada atingiram instalações de mísseis e drones iranianos, além de radares costeiros. Essa ação, embora justificada como defensiva, impacta diretamente a segurança e a estabilidade para todos os envolvidos.
Estreito de Ormuz segue no centro da crise
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, reiterou que o Irã deveria buscar a comunicação em caso de discordâncias sobre o cessar-fogo, afirmando que 'a violência será respondida com violência'. Estados Unidos e Irã estão em negociações sobre os termos do acordo, que incluem a livre circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte global de petróleo e gás, e o futuro do programa nuclear iraniano.
O acordo provisório concede aos dois lados um prazo de 60 dias para avançar nas negociações. O fim dos combates no Líbano entre Israel e o grupo Hezbollah, um aliado do Irã, também está sendo discutido como parte da solução.
Petroleiro britânico atacado
O centro britânico de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido relatou que um petroleiro foi atacado no estreito. Felizmente, a tripulação está segura e não houve danos ambientais. Embora ninguém tenha reivindicado a ação, há suspeitas sobre o envolvimento do Irã. Pouco depois, o Centro de Informações Marítimas, ligado à Marinha dos EUA, anunciou a ampliação de uma rota próxima à costa de Omã para facilitar o tráfego.
O Irã insiste que os navios devem seguir suas regras e já ameaçou cobrar taxas pelo trânsito na região. Em contrapartida, os Estados Unidos e países do Golfo rejeitam essa exigência, defendendo que o estreito é uma via internacional de livre passagem. A Organização Marítima Internacional suspendeu uma operação de evacuação de navios, aguardando garantias de segurança. Cerca de 115 embarcações conseguiram cruzar o estreito nos últimos dias.
*Com informações de g1*
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário