SANÇÕES AMERICAS CUBA
EUA ampliam sanções contra líder de Cuba e familiares de Castro
Medidas atingem Miguel Díaz-Canel, sua esposa e membros da família Castro, além de entidades e o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias. Decisão ocorre em meio a crescente pressão dos Estados Unidos sobre a ilha.
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 04/06/2026, a ampliação das sanções econômicas contra o líder cubano Miguel Díaz-Canel e membros da família Castro. A decisão, comunicada pelo Departamento do Tesouro americano, também atinge outras quatro pessoas e cinco entidades, incluindo o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba. A medida visa aumentar a pressão sobre o governo da ilha, em um contexto de deterioração da crise econômica e humanitária em Cuba.
Entre os indivíduos sancionados estão Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro; o neto Raúl Alejandro Castro; e o enteado do presidente, Manuel Anido Cuesta. Esta não é a primeira vez que Díaz-Canel é alvo de sanções; em julho do ano passado, ele já havia sido penalizado devido à repressão a protestos populares ocorridos em 2021. O regime cubano não se pronunciou sobre as novas medidas até o momento, segundo a agência Reuters.
O presidente Donald Trump, ao justificar as sanções, expressou o desejo de que Cuba se torne "um país bem administrado". Essa iniciativa se soma a outras ações de Washington, que no mês anterior já havia penalizado 11 autoridades cubanas, incluindo o ministro das Comunicações, líderes militares e a principal agência de inteligência do país. O embargo americano contra Cuba, em vigor desde 1962, tem sido intensificado sob o segundo mandato de Trump, com uma combinação de sanções econômicas, medidas jurídicas e um bloqueio petrolífero.
No âmbito jurídico, o governo americano indiciou o ex-líder Raúl Castro, 95 anos, por homicídio, em conexão com o abate de dois aviões operados por exilados cubanos pela Força Aérea de Cuba em 1996, incidente que resultou na morte de quatro pessoas. Naquela época, Castro ocupava o cargo de ministro da Defesa. Recentemente, documentos judiciais indicaram que Raúl Castro, então com 94 anos, enfrentava quatro acusações de homicídio e duas de destruição de aeronave, além de conspiração para matar cidadãos americanos. Outras cinco pessoas também foram acusadas no mesmo caso. O atual líder cubano, Miguel Díaz-Canel, já havia classificado o indiciamento como uma "manobra política, desprovida de qualquer fundamento legal".
Cuba enfrenta atualmente a sua mais severa crise econômica e humanitária desde a Revolução de 1959. Apesar das negociações em andamento entre Washington e Havana para buscar uma resolução, os resultados ainda são incertos. Os Estados Unidos acusam a ilha de representar uma ameaça à segurança nacional, enquanto Havana defende sua soberania e se mostra disposta a negociar.
Apesar da postura firme, analistas observam sinais de abertura por parte de Havana, como a divulgação da visita de um chefe da CIA antes mesmo dos americanos, um comportamento incomum para o regime, e a libertação de presos políticos. Os Estados Unidos pressionam por uma liberalização econômica em Cuba, maior investimento estrangeiro, expansão do setor privado, libertação de presos políticos e reformas políticas.
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