MISTÉRIO DA NATUREZA
Estudo publicado na Scientific Reports descarta que listras da zebra ajudem na regulação térmica
Pesquisadores utilizaram modelos revestidos com peles de animais para testar a teoria do resfriamento. O padrão serve, na verdade, para evitar picadas de moscas.
Uma investigação científica publicada na Scientific Reports, em 13/07/2026, derrubou a hipótese de que as listras das zebras funcionam como um mecanismo de resfriamento corporal. A equipe de pesquisadores buscou compreender por que a zebra é listrada, avaliando se o padrão geométrico ofereceria uma vantagem térmica em ambientes de sol intenso.
Para chegar à conclusão, foram utilizados modelos experimentais compostos por barris com água, revestidos por peles de gado, cavalos e zebras. A medição da temperatura interna revelou que os modelos listrados não apresentaram um desempenho superior na dissipação de calor quando comparados aos de cor sólida, como o cinza. A variação térmica observada esteve diretamente ligada à absorção solar da pelagem, sem qualquer evidência de correntes de ar refrescantes provocadas pelo contraste das cores.
Além da proteção térmica
Com a refutação da teoria climática, o debate evolutivo se desloca para a proteção contra parasitas. O estudo reforça evidências prévias de que o padrão listrado atua como um sistema de defesa contra moscas picadoras, como a tsé-tsé e os tabanídeos, conhecidos popularmente como mutucas.
A desorientação visual causada pelas listras torna as zebras alvos menos atraentes para esses insetos em comparação a animais de pelagem uniforme. Essa descoberta fortalece a tese de que a evolução da espécie priorizou a integridade biológica contra doenças e desconfortos causados por picadas, e não a adaptação ao calor excessivo.
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