LUCRO DAS ESTATAIS

Estatais federais lucram mais em 2025, mas Correios registram prejuízo recorde

Foto: Fernando Fraszão/Agência Brasil
Fernando Fraszão/Agência Brasil

Conjunto das empresas federais registrou R$ 169,4 bilhões em 2025, puxado pela Petrobras. Os Correios, contudo, amargaram o pior resultado de sua história.

As estatais federais brasileiras apresentaram um lucro líquido agregado de R$ 169,4 bilhões em 2025, superando em 45,4% o resultado do ano anterior. A divulgação foi feita nesta quinta-feira, 02/07/2026, pelo Ministério da Gestão, responsável por analisar o balanço financeiro das 44 empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pelo governo. A performance positiva, no entanto, contrasta drasticamente com o prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões registrado pelos Correios no mesmo período, evidenciando um cenário financeiro divergente entre as empresas sob gestão federal.

A Petrobras foi a grande impulsionadora do lucro geral, respondendo por R$ 110,6 bilhões, o que representa aproximadamente 65% do total apurado. Outras empresas de destaque foram o BNDES, com R$ 25,6 bilhões, e o Banco do Brasil, com R$ 17,8 bilhões. Juntas, estas três estatais concentraram 90,9% do lucro consolidado em 2025.

Apesar do expressivo aumento em relação a 2024, o lucro agregado de 2025 ainda se mostra inferior aos valores alcançados em 2021 (R$ 187,5 bilhões), 2022 (R$ 275,1 bilhões) e 2023 (R$ 197,9 bilhões), indicando uma recuperação gradual após anos de resultados mais robustos.

Em contrapartida, os Correios amargaram o pior resultado financeiro de sua história em 2025, com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões. Este valor é mais de três vezes superior ao déficit de R$ 2,4 bilhões registrado no ano anterior e marca o 14º trimestre consecutivo com contas no vermelho para a empresa. A queda nas receitas com encomendas internacionais e o aumento das despesas, especialmente com precatórios e custos de pessoal, foram os principais fatores que agravaram a situação. As despesas gerais e administrativas cresceram 37%, enquanto a receita com serviços recuou 12%.

Para tentar reverter o quadro, os Correios implementaram medidas como um programa de demissão voluntária (PDV), a venda de imóveis e a renegociação de contratos, além de obterem um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União. Contudo, o cenário não apresentou melhorias significativas, e o primeiro trimestre de 2026 já registrou um prejuízo de R$ 3,1 bilhões, um aumento de 82% em relação ao mesmo período do ano anterior. A estatal projeta um resultado ainda mais desfavorável para o fechamento do ano corrente.

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