GESTÃO E INVESTIMENTOS
Luiz Inácio Lula da Silva defende endividamento para obras de infraestrutura
Presidente argumenta que financiamento para obras de infraestrutura cria ativos nacionais. Tesouro Nacional registra dívida pública de R$ 9,27 trilhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o endividamento do país como ferramenta estratégica para a construção de infraestrutura, ao argumentar que esses recursos não configuram gastos, mas sim a criação de ativos nacionais. A posição foi manifestada nesta quinta-feira (30), durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., onde o mandatário delineou as prioridades do governo federal.
Ao diferenciar categorias de despesas, o presidente sustentou que a contratação de empréstimos destinados a obras como estradas, portos e aeroportos deve ser interpretada como uma medida positiva para o patrimônio público. Segundo sua avaliação, a viabilização de serviços essenciais à população, como educação e saúde, depende diretamente da alocação de verbas, e não apenas de diretrizes discursivas.
No que tange ao equilíbrio fiscal, o presidente destacou a importância de manter o controle sobre despesas correntes, como o pagamento de salários, para assegurar que a margem orçamentária para investimentos não seja comprometida. Na mesma ocasião, ele criticou mecanismos de contenção de gastos implementados após 2016, a exemplo do teto de gastos, ao afirmar que tais medidas teriam atuado como freios ao desenvolvimento nacional sob a justificativa de atender expectativas do mercado.
Como demonstração da estratégia econômica, foi citado o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que projeta investimentos próximos a R$ 1,7 trilhão, com a indicação de que a maior parte desse montante já está em fase de aplicação.
O cenário econômico que embasa o debate financeiro reflete a trajetória recente da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi). Dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (29) mostram que o estoque da dívida pública federal do Brasil atingiu R$ 9,268 trilhões em junho. O resultado representa uma alta de 2,61% frente ao mês de maio, impulsionada por uma emissão líquida de R$ 143,3 bilhões e pela apropriação de juros na ordem de R$ 85,16 bilhões.
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