ALERTA DE SOBRECARGA

Estado negocia 100 novos leitos em Campinas para aliviar hospitais sobrecarregados

Foto de pacientes em macas nos corredores de um hospital em Campinas.
Campinas segue com hospitais públicos lotados e sem leitos prometidos pelo SUS.

Negociação entre Governo de São Paulo e Casa de Saúde São Leopoldo Mandic para 100 leitos de UTI e enfermaria está em fase final. Unidades públicas na cidade operam acima do limite.

O Governo de São Paulo está em fase final de negociação para a contratação de 100 novos leitos hospitalares em Campinas, um esforço para aliviar a pressão sobre o sistema público, que opera com alta ocupação. A decisão, embora ainda não oficializada, visa a amenizar o impacto da superlotação que tem afetado a dignidade dos pacientes e sobrecarregado os profissionais de saúde. A medida é crucial em um momento em que hospitais como o da PUC-Campinas e o HC da Unicamp registram lotação que ultrapassa a capacidade, levando unidades a recusar novos encaminhamentos.

A proposta envolve a incorporação de leitos na Casa de Saúde São Leopoldo Mandic. A formalização do convênio, publicado em 8 de junho, está em "tratativas finais", segundo o Departamento Regional de Saúde (DRS). O prefeito Dário Saadi (Republicanos) já cobrou urgência ao Estado, buscando agilizar a liberação desses recursos para a rede pública.

O pronto-socorro adulto do Hospital da PUC-Campinas operou com 370% de superlotação na manhã de quinta-feira, 18 de junho de 2026. A unidade, que já havia registrado lotação acima da capacidade cinco vezes este ano, chegou a instalar um aviso em sua entrada, solicitando à Regulação Municipal a suspensão de novos encaminhamentos e orientando a população a buscar outras unidades.

O cenário de hospitais no limite se estende a outras instituições públicas da região:

  • PUC-Campinas: abrigava 42 pacientes em macas nos corredores e 14 necessitando de UTI. A unidade declarou "não dispor de condições seguras para receber novos encaminhamentos".
  • HC da Unicamp: contava com 19 pessoas em leitos e 38 acomodadas em outros espaços.
  • Rede Mário Gatti: hospitais municipais e UPAs registravam lotação entre 95% e 100% nos setores de alta complexidade. A Prefeitura de Campinas assegura que "porta aberta" garante assistência a todos, mesmo em condições de superlotação.

A alta demanda é atribuída pela Prefeitura de Campinas à proximidade do inverno, que intensifica casos de doenças respiratórias e cardiovasculares, além do atendimento a até 25% de pacientes de outros municípios. A administração municipal busca com o Estado a redução no envio de pacientes de fora e reforça a orientação para que a população priorize o atendimento em Centros de Saúde (CS) e UPAs antes de buscar os grandes hospitais, garantindo estabilização e encaminhamento adequado.

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