SEGURANÇA EM RISCO
Estado negligencia Alcaçuz e põe segurança em cheque, denuncia Sindppen
Após fuga em 02 de maio de 2026, Sindicato revela falhas críticas em monitoramento e efetivo na Penitenciária.
Em uma contundente denúncia feita nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, o Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) responsabilizou o Estado pelas falhas estruturais e de gestão que culminaram na fuga de cinco detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, ocorrida em 02 de maio de 2026. A entidade sindical alerta para a grave precariedade das condições de trabalho e a ameaça iminente de colapso do sistema prisional potiguar, um cenário que coloca em risco a segurança da sociedade e a dignidade dos servidores.
A fuga dos detentos do Pavilhão 1 expôs uma realidade alarmante dentro da unidade prisional. Conforme o Sindppen, a cela de onde os internos escaparam revelava um estado de deterioração crítica, agravado pela ineficácia dos sistemas de vigilância. Mesmo com a existência de câmeras de segurança, os equipamentos não funcionavam de maneira adequada. O Sindicato relata que, frequentemente, monitores estavam quebrados – como o do PV 1 –, impedindo que os Policiais Penais acompanhassem qualquer movimentação.
Vilma Batista, presidente do Sindppen-RN, não hesitou em criticar a situação em entrevista ao BNews Natal, apontando uma clara negligência na administração do sistema prisional. "Cinco presos fugiram de uma cela totalmente deteriorada, sem vigilância aproximada e sem monitoramento eletrônico eficaz", afirmou a presidente, em tom de alerta. "As câmeras até existiam, mas os computadores não funcionavam, impossibilitando que os policiais visualizassem a fuga. Isso é resultado de uma série de falhas que vêm sendo denunciadas há muito tempo."
A líder sindical também enfatizou a persistente carência de efetivo, identificando-a como um dos maiores desafios. "Temos um efetivo extremamente baixo. Em muitos casos, um único policial precisa monitorar mais de 500 câmeras. Isso é inviável", explicou Vilma Batista, detalhando a sobrecarga. "Além disso, nossas guaritas estão desativadas há anos, o que compromete ainda mais a segurança da Penitenciária Estadual de Alcaçuz."
A presidente do Sindppen-RN ainda criticou a postura reativa da gestão, que, segundo ela, só age após os incidentes. "Somente hoje, depois da fuga, é que começaram a consertar algumas câmeras e monitores. Mas é importante lembrar: câmera não segura preso. O que garante segurança é a vigilância aproximada, e isso nós não temos por falta de efetivo."
Para Vilma Batista, a situação atual representa um descaso perigoso. "Estamos brincando de fazer segurança pública. Ou o sistema prisional é tratado com a seriedade que exige, ou infelizmente poderemos enfrentar situações ainda mais graves do que as registradas em 2017", alertou a presidente, conclamando a sociedade e as autoridades a uma reflexão urgente sobre o futuro da segurança pública no Rio Grande do Norte.
Detalhes da Fuga
A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária divulgou imagens que mostram o momento em que os cinco detentos conseguiram deixar a unidade prisional na madrugada de 02 de maio de 2026, entre 0h e 1h. A cena reforça a urgência das denúncias do Sindicato sobre a vulnerabilidade das instalações e a insuficiência de recursos para conter evasões.
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