DESDOBRAMENTOS DA INVESTIGAÇÃO

Esposa de Valdemar critica investigação do STF contra dirigente do PL

Valdemar Costa Neto em entrevista ao Metrópoles
Valdemar Costa Neto em entrevista ao Metrópoles

Dana Costa classificou apuração contra Valdemar Costa Neto como "criminosa". Ministro Flávio Dino bloqueou R$ 119 milhões em emendas sob suspeita de desvios.

A investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de desvio de verbas públicas por meio de emendas parlamentares segue gerando intensos debates políticos e jurídicos, conforme se tornou público em 11 de julho de 2026. A apuração, que mira o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi alvo de críticas duras por parte de sua esposa, Dana Costa, presidente do PL Mulher Mogi das Cruzes (SP).

Dana Costa afirmou, em pronunciamento feito neste sábado, 11/07/2026, que a investigação é "indecente" e alegou que o procedimento seria "criminosa, não criminal". A representante afirmou ainda que a ofensiva jurídica contra seu marido integra um suposto "jogo sujo" orquestrado para enfraquecer o PL no cenário nacional.

O inquérito ganhou novo fôlego após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar na segunda-feira, 06/07/2026, o prosseguimento das apurações. A decisão integra os desdobramentos da Operação Transparência, que investiga crimes de peculato-desvio e associação criminosa. Segundo a PF, Valdemar Costa Neto teria exercido influência no direcionamento de recursos de emendas da Mesa Diretora e de comissões, mesmo sem exercer mandato parlamentar, com o auxílio de servidores da Câmara dos Deputados.

A ordem de Flávio Dino resultou na suspensão de R$ 119 milhões em emendas parlamentares, valor que, segundo a PF, teria sido alvo de irregularidades em 21 emendas distintas. Cabe recurso à decisão dentro dos prazos estabelecidos pelo Regimento Interno do STF.

O desdobramento também provocou uma reação institucional na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou neste sábado, 11/07/2026, seu inconformismo com a medida. Em nota oficial, Motta classificou a ação como uma "indevida intervenção judicial" e afirmou que não foram identificadas irregularidades na aplicação das verbas, defendendo que a alocação dos recursos segue os compromissos firmados entre Executivo e Legislativo perante a própria Corte Constitucional.

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