RIO PERIGOSO ALERTA
Erivalda desaparece no Rio Mossoró; buscas recomeçam
Comerciante sumiu na segunda-feira, 04 de maio de 2026, após entrar na água; Corpo de Bombeiros retoma procura com bote nesta terça.
A angústia toma conta de uma família em Mossoró após o desaparecimento da comerciante Erivalda Miguel da Silva, de 45 anos, no Rio Mossoró. O incidente ocorreu na tarde desta segunda-feira, 04 de maio de 2026, enquanto Erivalda tomava banho no rio, resultando na suspensão das buscas ao anoitecer, com previsão de retomada nas primeiras horas da manhã de terça-feira. A correnteza forte e a baixa visibilidade da água dificultam os trabalhos do Corpo de Bombeiros, gerando apreensão e esperança entre seus familiares e amigos.
Erivalda estava às margens do rio, no bairro Planalto 13 de Maio, acompanhada do irmão José Maria e de uma amiga, por volta das 11h. Segundo o relato de José Maria, eles consumiam bebida alcoólica quando a comerciante decidiu entrar na água. "Eu disse: ‘não venha para cá não, que aqui é fundo’. Ela disse: 'Também sei nadar’. Aí ela desceu. Sumiu. Eu peguei na mão dela ainda. Ela disse: ‘Pode soltar, que eu sei nadar’”, recordou o irmão, visivelmente abalado. Minutos depois, Erivalda desapareceu e não foi mais vista.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e iniciou as operações de busca ainda pela manhã. Dois mergulhadores especialistas e uma viatura de salvamento foram mobilizados para a ocorrência. As condições do Rio Mossoró, no entanto, impõem desafios significativos aos socorristas. A forte correnteza superficial e a água escura dificultam a visibilidade, transformando as buscas visuais em um trabalho predominantemente tátil.
O sargento Ariano explicou que "pode ser que o rio tenha levado ela, pode ser que esteja mais lá embaixo, próximo a uma parede que tem uma contenção. A correnteza dificulta, porque não se sabe se ela tenha sido levada até a barragem de contenção". O tenente Sales, que comanda a operação, corroborou as dificuldades, mencionando a "grande quantidade de madeira" como um obstáculo adicional.
Sales reforçou o alerta à população sobre os perigos de entrar na água em trechos desconhecidos, especialmente após ingestão de álcool. "A gente tem aquelas recomendações: água no umbigo, sinal de perigo. E, se fizer ingestão de bebida alcoólica, não entre na água. O lazer pode se tornar uma tragédia”, advertiu.
A notícia do desaparecimento chocou a família de Erivalda. Ingrid Peixoto, sobrinha da vítima, expressou a dor e a esperança da família. "É uma pessoa muito querida. Eu gostava muito de estar com ela. É muito difícil”, disse Ingrid, que soube do afogamento enquanto almoçava. Ela mantém a crença de que a tia possa ter se enganchado em algo e conseguido sair da água. “Na minha cabeça, ela se enganchou em algum galho, saiu e está por aí. Não tenho certeza que ela está aí dentro. Para mim, ela está fora”, declarou.
Erivalda, vendedora de verduras na Cobal e mãe de três filhos, é descrita como uma pessoa com "amizade com todo mundo" e que costumava frequentar o rio. A comunidade e a família aguardam com angústia e esperança o desfecho das buscas, que serão retomadas com o apoio de um bote para ampliar a área de procura na superfície do rio.
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