ATENÇÃO MÁXIMA

Erika Hilton alerta sobre manobras na PEC 6x1 e luta pela dignidade do trabalhador

Deputada Erika Hilton em discurso.
Deputada Erika Hilton (PSOL-SP) se manifesta sobre a PEC 6x1.

Deputada Erika Hilton (PSOL-SP) monitora de perto possíveis alterações na proposta que visa reduzir a jornada de trabalho e garantir direitos, focando em evitar prejuízos à classe trabalhadora.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir a escala de trabalho 6x1, manifestou nesta segunda-feira, 25/05/2026, sua vigilância contra manobras que possam desvirtuar o texto e prejudicar os trabalhadores. Hilton expressou satisfação com o progresso da proposta, mas alertou para as articulações de setores políticos que podem tentar alterar seus princípios fundamentais, impactando diretamente a vida e a dignidade dos profissionais.

A PEC ganhou força com um relatório em fase de elaboração por Leo Prates (Republicanos-BA), que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, assegura dois dias de descanso e mantém o salário integral. Esses pilares são considerados essenciais para a proposta, que visa aprimorar as condições de trabalho e garantir maior qualidade de vida à população.

Um dos pontos de maior debate é o período de transição para a adoção das novas regras. A sugestão de um prazo de um ano, confirmada por Hugo Motta (Republicanos-PB), gerou surpresa e abre espaço para negociações, mas levanta preocupações sobre possíveis retrocessos.

Segundo a analista de Política Larissa Rodrigues, a possibilidade de um prazo reduzido pode ser uma estratégia de negociação. Existe o temor de que o texto sofra alterações significativas, especialmente no Senado Federal, onde as articulações ainda não estão claras e a pressão por mudanças pode se intensificar, afetando o alcance e a efetividade da PEC.

Setores do centrão já indicaram resistência a um período de transição curto, chegando a propor prazos de até dez anos. Fontes ligadas ao Palácio do Planalto e ao próprio centrão sinalizam que a redução do prazo pode ser uma tática para garantir margens de manobra ao longo do processo legislativo, buscando um equilíbrio que, segundo alguns, pode comprometer os direitos dos trabalhadores.

O Senado é a grande incógnita

Enquanto a Câmara dos Deputados conta com o apoio de Hugo Motta para defender a proposta, o Senado Federal apresenta um cenário de incertezas. Larissa Rodrigues ressalta que a falta de articulações consolidadas na Casa pode dificultar a aprovação do prazo de transição de um ano, impactando diretamente a implementação da PEC e seus benefícios.

Um detalhe que chamou atenção foi a comunicação entre Leo Prates e Hugo Motta antes de um encontro com o presidente Lula (PT). A convocação de Prates para o anúncio, sem um repasse detalhado dos termos acordados, indica a complexidade das negociações que prosseguirão ao longo da semana para a definição do texto final a ser apreciado pelo Congresso Nacional.

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