INVERNO COM FRIO INTENSO
Entenda o que é onda de frio e como o fenômeno afeta o inverno 2026
Fenômeno meteorológico de onda de frio promete queda brusca de temperatura e impactos na agricultura. Saiba os detalhes.
O inverno de 2026 tem início oficial neste domingo, 21 de junho, sob a forte influência de uma massa de ar polar que sinaliza a primeira grande onda de frio da estação. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) define o fenômeno como uma queda abrupta na temperatura do ar próximo à superfície, mantendo valores extremamente baixos por, no mínimo, dois dias consecutivos. Para a primeira semana da estação, a previsão aponta temperaturas abaixo de 0°C em diversas áreas das Regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Uma onda de frio se forma quando massas de ar gelado, originárias das regiões polares, avançam em direção a locais mais quentes, como as áreas tropicais. A linha de encontro entre essas massas de ar é conhecida como frente fria. A interação entre o ar polar e o ar aquecido gera instabilidade atmosférica, podendo provocar chuvas. Após a passagem da frente fria, o ar frio e seco se instala, causando uma queda acentuada nas temperaturas. No Brasil, esse avanço pode se estender até a Região Norte, levando ao fenômeno da friagem em estados como Acre, Rondônia e no sul do Amazonas, impactando a rotina e o bem-estar das populações locais.
Impactos na agricultura e no mercado
A chegada de massas polares intensas durante o outono e o inverno facilita a ocorrência de geadas em grande parte do centro-sul do país. Este cenário climático tem consequências socioeconômicas diretas. De acordo com Mozar Salvador, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as geadas afetam diretamente culturas agrícolas sensíveis. Essa vulnerabilidade pode resultar em queda na produtividade, levando a um consequente aumento nos preços de alimentos no mercado consumidor, afetando o orçamento de inúmeras famílias.
El Niño e extremos térmicos em 2026
Apesar do rigor inicial esperado com a onda de frio, o clima em 2026 exibe uma tendência a extremos. O inverno deste ano está sob a influência de um evento El Niño de forte intensidade. Embora as massas polares devam dominar o mês de julho, a tendência é que o El Niño promova episódios de ondas de calor e temperaturas acima da média histórica no final da estação, especialmente entre agosto e setembro. Essa alternância entre frio intenso e calor inesperado exige atenção e adaptação contínuas da sociedade e dos setores produtivos.
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