SALTO TECNOLÓGICO NACIONAL

Engenheiros brasileiros lançam primeiro foguete com propulsão líquida

Equipe técnica reunida ao lado do foguete FTL-Perseu em campo de lançamento.
Equipe da Bizu Space com o foguete FTL-Perseu durante testes de lançamento.

Equipe da Bizu Space realiza feito inédito com o FTL-Perseu, garantindo mais segurança e controle operacional para o setor aeroespacial do Brasil.

Uma equipe de engenheiros de São José dos Campos, em São Paulo, alcançou um feito histórico para a engenharia aeroespacial brasileira ao lançar o primeiro foguete impulsionado exclusivamente por um sistema de propulsão líquida desde a decolagem. O marco, realizado nesta domingo, 12/07/2026, coloca o país em um patamar de desenvolvimento antes restrito a grandes potências globais e empresas como a SpaceX.

O veículo, batizado de FTL-Perseu, foi desenvolvido pela startup Bizu Space e realizou seu voo em 29 de maio de 2026, na cidade de Virgínia, Minas Gerais. A tecnologia representa um salto em relação aos motores de combustível sólido, oferecendo precisão e segurança superiores ao permitir que o acelerador seja ajustado durante o voo, além da capacidade de interrupção e reinício do motor.

Arthur Bahdur, CEO da Bizu Space, compara a evolução tecnológica à de um veículo: enquanto o motor sólido atua como uma bomba de difícil controle, a propulsão líquida funciona como um carro com acelerador ajustável. O sistema é operado com propelentes mantidos separados até o momento da ignição, o que minimiza riscos durante a montagem e os testes em solo.

Após a conclusão da Missão Trem Baum, o foguete foi recuperado com sucesso, demonstrando a eficácia do sistema de paraquedas e rastreamento desenvolvido pela equipe. Com 4,5 metros de comprimento e 70 kg, o FTL-Perseu utiliza peróxido de hidrogênio e querosene de aviação como combustíveis, reafirmando o foco na independência tecnológica nacional.

O desenvolvimento integra esforços da Bizu Space, composta por ex-alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), para o fortalecimento do programa de Microlancador Brasileiro (MLBR). A iniciativa, apoiada pela AEB, visa colocar o Brasil entre as nações com acesso independente ao espaço, com a meta de realizar lançamentos orbitais a partir de 2027.

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