ECONOMIA E CUSTO

Energia elétrica mantém pressão sobre o IPCA apesar de desaceleração

Padrão de medidor de energia elétrica residencial.
Conta de luz segue como o principal vilão do custo de vida em 2026.

A alta nas tarifas residenciais segue como o maior impacto individual na inflação, refletindo os custos com a bandeira tarifária amarela.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) revelou que a conta de luz, embora tenha desacelerado de 3,67% em maio para 1,53% em junho, permanece como o principal fator de pressão no orçamento das famílias brasileiras. O dado, apurado pelo IBGE, foi oficializado nesta sexta-feira, 10/07/2026, e detalha uma contribuição de 0,06 ponto percentual para a inflação do período.

Essa elevação nos custos de Habitação — que registrou alta de 0,63%, a maior entre os grupos pesquisados — impacta diretamente a dignidade do consumidor, que vê parte considerável da sua renda ser absorvida por serviços básicos. O movimento é sustentado pela manutenção da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, somado a reajustes aplicados por concessionárias em diversas capitais do Brasil.

No setor de Transportes, o cenário apresentou variações distintas. Enquanto as passagens aéreas registraram um avanço de 7,12%, os combustíveis ofereceram um alívio ao bolso, com queda consolidada de 0,48%. Neste segmento, destacaram-se as reduções de 3,09% no etanol, 1,19% no diesel, 0,19% no gás veicular e 0,12% na gasolina.

Outros serviços essenciais acompanharam a tendência de alta, com as tarifas de água e esgoto subindo 0,30%, enquanto o gás encanado recuou 0,57%. O índice oficial de inflação do país atingiu 0,16% no fechamento do período analisado.

Reportagem produzida sob supervisão de Fabricio Julião.

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