DESASTRE NATURAL EXTREMO
Enchentes na China deixam 39 mortos e animais soltos em Guangxi
Rompimento de reservatórios isola vilarejos e causa fuga em massa de animais em zoológicos. Governo mobiliza ajuda humanitária.
As autoridades da China confirmaram o registro de 39 mortos e nove desaparecidos após o rompimento de reservatórios e inundações históricas na região de Guangxi. A tragédia, que atingiu níveis sem precedentes na memória da população local, foi motivada por tempestades severas que assolaram o centro e o sul do país, culminando em cenários de destruição total em 10/07/2026.
O impacto na vida das pessoas é devastador, com famílias perdendo o patrimônio acumulado por gerações em poucos minutos. Em Gantang, o morador Bi Yunchun descreveu a cena de desespero: "Em centenas de anos, é a primeira vez que a água chega ao segundo andar". A falha estrutural no reservatório de Liulan foi o ponto mais crítico, resultando em 26 mortes e sete desaparecimentos apenas nesta localidade.
A situação de vulnerabilidade se estende à vida animal e à segurança pública. Um zoológico de Guigang relatou a fuga de cerca de cem animais, incluindo alpacas e zebras, enquanto uma fazenda de criação em Hengzhou perdeu cerca de 900 serpentes devido às águas. Em Dutian, casas foram reduzidas às fundações, e a sobrevivência de centenas de isolados depende agora de suprimentos entregues por barcos e drones.
A resposta das autoridades inclui a evacuação de 130 mil pessoas e o uso de abrigos improvisados, conforme exibido pela TV estatal CCTV. A situação de emergência permanece, uma vez que a região se prepara para a chegada do supertufão Bavi nas províncias de Fujian e Zhejiang, previsto para a noite de 11/07/2026, com rajadas de ventos que ameaçam agravar o cenário já crítico.
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