EMPREGO NO RN

Empresas concentram 68,1% dos empregos com carteira assinada no RN, aponta IBGE

Ilustração de uma carteira de trabalho aberta.
Carteira de trabalho, símbolo de emprego formal.

O setor privado ampliou sua participação no mercado de trabalho potiguar em 2024, absorvendo 6,2% mais trabalhadores, enquanto o setor público registrou queda de 5,4%.

As entidades empresariais no Rio Grande do Norte passaram a concentrar 68,1% do pessoal ocupado assalariado no estado em 2024, um reflexo do crescimento de 6,2% no número de empregos nesse setor. Paralelamente, o emprego no setor público potiguar registrou uma queda de 5,4%, conforme dados divulgados nesta quinta-feira, 25/06/2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento, baseado nas Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), revelou que o Rio Grande do Norte encerrou 2024 com um total de 675.203 trabalhadores assalariados e 136.308 sócios e proprietários, distribuídos em 126.558 unidades locais. Deste contingente, as entidades empresariais foram responsáveis pela contratação de 460.096 pessoas. A administração pública empregava 189.017 trabalhadores, e as entidades sem fins lucrativos, 26.090.

Apesar da diminuição de postos de trabalho no serviço público, este segmento manteve a liderança no pagamento dos salários médios entre os principais setores jurídicos do estado. Em 2024, a remuneração média mensal no setor público atingiu R$ 5.115,66, posicionando o Rio Grande do Norte com a maior média salarial do Nordeste. Em contrapartida, as entidades empresariais ofereceram um salário médio de R$ 2.319,53, e as entidades sem fins lucrativos, R$ 2.638,69.

No âmbito das atividades econômicas, o setor de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas destacou-se pelo número de unidades locais, com 41.028 estabelecimentos, representando 32,4% do total. O setor de outras atividades de serviços demonstrou o maior dinamismo de crescimento, com um avanço de 20% em comparação com o ano anterior. Saúde humana e serviços sociais apresentaram uma expansão de 15,4%, enquanto informação e comunicação cresceu 13,2%.

Em relação à remuneração média, o setor de eletricidade e gás liderou o ranking estadual, com um pagamento médio de R$ 7.451,88. Seguiram-se as indústrias extrativas, com R$ 5.706,54, e a educação, com R$ 5.108,92. Na extremidade oposta, o segmento de artes, cultura, esporte e recreação registrou o menor salário médio do estado, fixado em R$ 1.697,02.

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