GOLPE DE MILHÕES

Empresário usou família e namorada para desviar R$ 75 milhões da Zema Financeira

Jessika Lorrane em foto destacada em matéria sobre golpe na Zema Financeira
Jessika Lorrane Bastos de Castro, namorada do empresário, é apontada como peça-chave no suporte logístico do golpe.

Douglas Silva de Oliveira Azara, dono da Naskar, é procurado pela polícia após esquema que utilizou credenciais de TI e parentes como laranjas.

O dono da fintech Naskar, Douglas Silva de Oliveira Azara, estruturou um esquema criminoso que resultou no desvio de R$ 75 milhões da Zema Financeira entre novembro e dezembro de 2025. A decisão pela prisão preventiva do empresário e de seus cúmplices foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apontarem a participação direta de familiares e da namorada do suspeito na execução do crime.

A investigação revelou que a logística do ataque cibernético contra a instituição, ligada à família do ex-governador mineiro Romeu Zema, foi articulada a partir de uma residência em Anápolis (GO). O local servia como o centro de operações do grupo, sendo utilizado para realizar as transações fraudulentas e ocultar a identidade dos envolvidos. O uso de tecnologia avançada e o aproveitamento de dados vazados de uma empresa terceirizada permitiram que o grupo burlasse os sistemas de segurança da financeira.

O impacto do golpe ultrapassa as perdas financeiras da empresa, atingindo a confiança no ecossistema de fintechs. Enquanto a Justiça busca responsabilizar os envolvidos, cerca de 3 mil clientes da Naskar aguardam o ressarcimento de aproximadamente R$ 900 milhões. A gravidade da situação é agravada pela manipulação de pessoas vulneráveis, incluindo a avó de Douglas, Célia de Fátima Ferreira, idosa de 77 anos diagnosticada com Alzheimer, que teve sua identidade usada pelo neto para movimentar centenas de boletos fraudulentos.

A namorada de Douglas, a advogada Jessika Lorrane Bastos de Castro, também é alvo de mandado de prisão preventiva. Segundo as autoridades, ela cedeu contas bancárias e sua própria empresa para facilitar o fluxo dos valores desviados. Embora a ordem de prisão esteja em vigor, a advogada permanece foragida, mantendo sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ativa.

O caso segue sob investigação rigorosa. Douglas Azara, que ostenta uma vida de luxo em Dubai, nos Emirados Árabes, nega as acusações e alega ter sido utilizado no esquema, versão que é confrontada pelo farto conjunto probatório coletado pela Polícia Civil durante o inquérito.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário