FACÇÃO E NEGÓCIOS

Empresária é presa por se aliar à facção Comando Vermelho para dominar mercado de internet em Fortaleza

Empresária presa em operação policial
Empresária proprietária de provedor de internet é presa por se aliar à facção para dominar

Operação da Polícia Civil cumpriu oito mandados de prisão e apreendeu R$ 3,5 milhões. Investigação aponta para domínio de mercado via intimidação e violência.

Uma empresária, dona de um provedor de internet, foi presa nesta quarta-feira, 10/06/2026, pela Polícia Civil. A suspeita é de que ela tenha se aliado à facção carioca Comando Vermelho (CV) para ameaçar empresários concorrentes e monopolizar o segmento de mercado em parte de Fortaleza. A decisão judicial, que determinou a prisão e outras medidas, visa desarticular um esquema criminoso que impacta diretamente a livre concorrência e a segurança dos empreendedores locais.

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) solicitou à Justiça o bloqueio de R$ 3,5 milhões das contas bancárias dos investigados. Nove celulares, veículos e outros objetos foram apreendidos. A medida busca descapitalizar o grupo e reunir provas que sustentem a acusação.

As ações são resultado da Operação Impacto – Fase VI. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a operação investiga um grupo criminoso de origem carioca envolvido com atividades ilícitas no setor de telecomunicações em Fortaleza, utilizando táticas violentas para impor seu domínio. A preocupação é com a dignidade e a segurança dos trabalhadores do setor, que sofrem com a intimidação.

Foram cumpridos oito mandados de prisão e dez de busca e apreensão. Sete suspeitos foram capturados em liberdade, enquanto um já estava preso. O caso reforça a necessidade de vigilância contra a infiltração do crime organizado em setores econômicos estratégicos.

Entre os presos está a empresária Eveline de Freitas Fontenele, 42 anos, apontada como dona de provedor e peça-chave na aliança com o grupo criminoso. Outros sete indivíduos tiveram suas prisões decretadas: Marcelo Rodrigues Leite, 25; Jonas Silva dos Santos, 35; Francisco Weuber de Lima, 40; Max Miliano de Freitas Cassiano, 32; Roberto Alves da Silva, 23; David Hudson Veras Fontenele, 39; e Natanaele Rodrigues Leite, 23.

As defesas dos acusados ainda não se manifestaram. As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e garantir que a justiça seja feita, restaurando um ambiente de negócios mais seguro e justo para os cearenses.

A operação foi conduzida pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP). Todos os detidos foram levados à Delegacia de Capturas e estão à disposição do Judiciário.

Este caso é um desdobramento de investigações da Draco e da Operação Strike, que apuram a ligação entre provedores de internet e membros de facções para criar monopólios por meio de violência e atividades criminosas em Fortaleza. Desde julho de 2025, 98 pessoas já foram detidas em ações policiais.

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