ALÍVIO HÍDRICO POTIGUAR

EMPARN confirma chuvas acima da média no RN e beneficia campo

Distribuição de chuvas no RN, com áreas em verde indicando volumes acima da média.
Mapa pluviométrico detalha a distribuição das chuvas acima da média no Rio Grande do Norte entre fevereiro e abril de 2026, com destaque para Oeste e Agreste.

Dados da EMPARN revelam que o acumulado médio estadual foi de 404,4 milímetros, superando a expectativa histórica em 5,8%. Regiões Oeste e Agreste registraram os maiores desvios positivos, impulsionando agricultura e recarga de reservatórios.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), por meio de sua Unidade Instrumental de Meteorologia, confirmou nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, que o Rio Grande do Norte registrou volumes de chuva acima da média histórica em grande parte do estado entre fevereiro e abril. Este cenário climático favorável, impulsionado por condições oceânicas como a La Niña e o aquecimento do Atlântico Sul, trouxe um impacto positivo direto para a vida de milhares de potiguares, revitalizando o campo, recuperando pastagens e recarregando reservatórios essenciais para a segurança hídrica e a subsistência local.

Conforme o levantamento divulgado pela EMPARN, o acumulado médio de precipitações em todo o Estado atingiu 404,4 milímetros no período analisado, superando a média climatológica esperada de 382,3 milímetros. O desvio positivo de 5,8% é considerado dentro da normalidade, mas os resultados foram expressivos e representam um fôlego para diversas regiões potiguares.

As áreas mais beneficiadas pelos volumes de chuva acima da média foram as regiões Oeste e Agreste. No Oeste Potiguar, o volume observado chegou a 507,6 milímetros, ultrapassando em 11,6% a média histórica para o trimestre. Já o Agreste registrou um acumulado de 325 milímetros, com um desvio positivo ainda maior, de 15,6%, indicando um expressivo aumento na disponibilidade hídrica local.

A boa distribuição das chuvas ao longo dos meses se mostrou um fator determinante, favorecendo diretamente o desenvolvimento das atividades agrícolas, essenciais para a economia local. A recuperação das pastagens e a recarga dos reservatórios em várias regiões do Estado são reflexos diretos desse cenário, trazendo esperança e melhores condições para os produtores rurais e a população que depende da água.

Outro ponto crucial destacado pelos meteorologistas foi a ausência de veranicos prolongados — períodos que excedem sete dias consecutivos sem chuva — durante os meses analisados. A regularidade das precipitações contribuiu significativamente para otimizar as condições no campo, especialmente nas áreas produtoras, garantindo que as culturas tivessem acesso contínuo à água.

"O comportamento das chuvas foi bastante favorável na maior parte do Rio Grande do Norte, tanto na distribuição temporal quanto espacial, especialmente nas regiões Oeste, Agreste e Litoral", ressalta a análise da meteorologia da EMPARN, sublinhando a importância dessas condições para o bem-estar da população e a produtividade do setor primário.

O relatório aponta ainda que as condições oceânicas observadas ao longo do primeiro trimestre de 2026 desempenharam um papel fundamental nesse cenário positivo. O ano começou sob a influência de uma La Niña fraca no Oceano Pacífico, enquanto o aquecimento das águas do Atlântico Sul durante fevereiro e março potencializou o aumento das chuvas no Nordeste, configurando um alinhamento benéfico de fenômenos naturais.

Apesar do panorama geral otimista, algumas localidades do Seridó Oriental apresentaram índices pluviométricos ligeiramente abaixo da média no período, indicando a heterogeneidade climática dentro do próprio Estado.

Para os próximos meses de junho, julho e agosto, a previsão da EMPARN é de chuvas dentro da normalidade climática em todo o Rio Grande do Norte. Esta projeção se mantém mesmo diante da possibilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño nos próximos meses, o que poderia alterar o padrão de precipitações.

A meteorologia da empresa também emite um alerta para a possibilidade de ocorrência de chuvas moderadas a fortes na faixa Leste e Agreste do Estado. Este aviso se deve ao aquecimento contínuo das águas superficiais do Oceano Atlântico Tropical próximo ao litoral nordestino, um fator que pode intensificar as precipitações e exige atenção.

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