PIB DO BRASIL
Economistas preveem desaceleração do PIB do Brasil após trimestre inicial forte
Crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 deu fôlego, mas analistas alertam para impacto de juros altos e fim de estímulos fiscais.
[ { "type": "paragraph", "props": {"content": "O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, resultado que se alinhou às projeções do mercado. Nesta sábado, 30/05/2026, economistas destacam, porém, que a perspectiva é de uma desaceleração da atividade econômica nos trimestres seguintes, afetando o dinamismo do país." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Gabriel Couto, economista do Santander, explicou que o desempenho positivo no início do ano foi impulsionado por uma série de fatores, como a isenção do imposto de renda para salários de até R$ 5 mil, transferências governamentais significativas e um mercado de trabalho que, em parte, surpreendeu."" } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Esses elementos, em conjunto, sustentaram a força da demanda doméstica observada no período. Contudo, Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, alertou para a insustentabilidade desse cenário ao longo do ano, prevendo uma perda de fôlego no crescimento em comparação com o ano anterior." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "A projeção do Santander para os trimestres restantes de 2026 aponta para uma média de crescimento trimestral de 0,4%. Esse patamar é consideravelmente inferior aos 1,1% alcançados nos primeiros meses do ano. Couto atribui essa desaceleração ao efeito mais pronunciado da taxa de juros, que se mantém restritiva, à medida que os estímulos fiscais perdem sua intensidade." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Marianna Costa, economista-chefe da Mirae, compara o cenário atual a dinâmicas observadas em anos anteriores, onde o início do ano apresenta maior atividade econômica, seguida por uma desaceleração. Ela ressalta que o vigor visto no primeiro trimestre dificilmente se repetirá nos meses seguintes, indicando um crescimento instável sem uma tendência de expansão sustentada." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "O endividamento crescente das famílias também figura como um ponto de atenção. De acordo com Costa, o aumento do endividamento tende a pressionar o consumo para baixo, afetando um dos principais motores do crescimento econômico recente." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Para o ano seguinte, o Santander projeta uma desaceleração adicional, com a estimativa de crescimento anual para 2027 em apenas 1%, frente aos 1,8% previstos para 2026. Couto reforça que a persistência da política monetária restritiva e um impulso fiscal menos expressivo que o deste ano corroboram para um crescimento mais moderado." } } ]
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