PIB ACELERA
Economia brasileira cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026, impulsionada por serviços e indústria
Setor de serviços e indústria extrativa lideram alta. Desemprego em baixa e isenção de Imposto de Renda impulsionam consumo.
A economia brasileira registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme o Produto Interno Bruto (PIB) indicou um desempenho positivo. A expansão foi impulsionada principalmente pelo setor de serviços, que representa a maior parte da economia nacional, e pela indústria extrativa, com destaque para o petróleo. Essa alta no primeiro trimestre reflete a contribuição de brasileiros como o operador de equipamentos Tiago Santo Rosa, cujo trabalho e consumo impactam diretamente o cenário econômico.
Tiago Santo Rosa, que encontrou uma nova colocação em uma empresa de manutenção de embarcações há dois meses, após ser dispensado de seu emprego anterior, expressa a importância da estabilidade financeira. "Garante minha alimentação, nossa alimentação, no caso, e as nossas contas pagas. Eu acho que é muito, hoje em dia, é muito isso", relata. A sua rápida reinserção no mercado de trabalho, em um cenário de "taxa de desemprego em mínimas históricas", segundo a economista Juliana Trece, da FGV Ibre, contribui para o aquecimento do consumo das famílias, mesmo diante de taxas de juros elevadas.
A empresa onde Tiago atua dobrou seu quadro de funcionários no período, passando de 350 para 700 colaboradores. Este crescimento é reflexo da forte demanda no setor de serviços. A indústria extrativa, impulsionada pela alta de 1% em seu segmento, também foi fundamental para o desempenho do PIB. Especialistas apontam que a guerra no Oriente Médio pode ter aumentado a demanda pelo petróleo brasileiro, mas o principal fator é o investimento de longo prazo já previsto para essa atividade, conforme explica Juliana Trece.
No cenário global, o Brasil se posiciona em sexto lugar entre 45 países em taxas de crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2026. O consumo do governo apresentou alta, enquanto as exportações, após quatro trimestres positivos, registraram queda, com menor venda de produtos industrializados no exterior. O agronegócio também se destacou, com um crescimento de 2%, impulsionado pela safra da soja, como comemora o agricultor Sidney Flach, em Sinop, Mato Grosso: "Quando você chega no final da colheita, que você vê um resultado melhor do que o ano passado, que é o ano de referência que a gente tem, então a gente fica bem satisfeito."
Adicionalmente, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, mencionada por Juliana Trece, também contribui para o aumento do poder de compra e, consequentemente, para o dinamismo da economia brasileira.
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