COMPANHIA AÉREA REJEITA
EasyJet rejects third takeover bid, stating it undervalues the company
A Castlelake ofereceu 4,74 bilhões de libras, mas o conselho da EasyJet considerou a proposta subavaliada e oportunista, citando pressões do conflito no Oriente Médio.
O conselho da easyJet rejeitou unanimemente a terceira proposta de aquisição feita pela gestora americana Castlelake, avaliada em 4,74 bilhões de libras. A decisão foi comunicada nesta segunda-feira, 22/06/2026, e o motivo principal foi a convicção de que a oferta subavalia significativamente a empresa e suas perspectivas futuras. A proposta, considerada oportunista, surge em um momento delicado para o setor aéreo, pressionado por conflitos globais.
A gestora americana, que já detém 2,14% da easyJet, buscou pressionar os acionistas a apoiarem seu plano de fechar o capital da companhia aérea britânica. Pela terceira oferta, os acionistas que aderissem receberiam 625 pence por ação em dinheiro, o que representaria um prêmio de aproximadamente 59% sobre o preço de fechamento de 394,20 pence em 28 de maio, data anterior à divulgação do interesse da Castlelake. Anteriormente, a gestora havia feito propostas de 560 pence e 600 pence por ação, ambas rejeitadas pelo conselho.
A easyJet, por sua vez, recomendou que os acionistas não tomem nenhuma atitude em relação à oferta por ora. A empresa justificou a rejeição citando "consideráveis ressalvas quanto ao nível elevado de alavancagem e às condições gerais da terceira proposta". A companhia aérea argumenta que o preço de suas ações está temporariamente deprimido devido ao atual ambiente geopolítico, especialmente após o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que elevou os custos do querosene, alterou rotas e gerou incertezas na demanda por viagens.
Apesar da rejeição, a Castlelake pediu que os acionistas analisem a proposta antes do prazo regulatório de sexta-feira, dia 26/06/2026, para que ela anuncie uma intenção firme de apresentar uma oferta. Para contornar exigências regulatórias da União Europeia, a estrutura proposta pela Castlelake previa que o veículo ofertante seria controlado em 49% pela gestora e 51% por cidadãos do bloco europeu, além de outros potenciais investidores.
A companhia aérea britânica reafirmou sua confiança em sua estratégia independente e reiterou a meta de médio prazo de alcançar 1 bilhão de libras em lucro anual antes de impostos. A easyJet já havia emitido um alerta de lucro em abril, citando os altos custos de combustível decorrentes do conflito no Oriente Médio, e reportado uma perda antes de impostos maior no primeiro semestre do ano fiscal.
A Castlelake, com sede em Minneapolis e aproximadamente US$ 37 bilhões em ativos sob gestão, possui investimentos significativos no setor de aviação, incluindo um negócio de leasing de aeronaves. A gestora já participou da reestruturação da SAS, escandinava, adquirindo 32% da empresa durante seu processo de recuperação judicial em 2023 e, posteriormente, concordou em vender essa participação para a Air France-KLM no ano passado. Antes do interesse da Castlelake vir a público, as ações da easyJet acumulavam uma queda de cerca de 22% no ano.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário