ENERGIA MAIS BARATA
Durigan urge Congresso a votar alívio em combustíveis
Ministro da Fazenda espera aprovação célere de projeto que usa lucro do petróleo para diminuir tributos, nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026.
Com o objetivo de aliviar o orçamento das famílias e empresas brasileiras, o governo federal intensifica os esforços para que o Congresso Nacional vote, com urgência, o projeto que permite destinar receitas extras da venda de petróleo à redução de tributos sobre combustíveis. A expectativa por essa celeridade no processo legislativo foi expressa nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após um encontro estratégico com o presidente Lula (PT).
A pauta é vista como crucial para suavizar o impacto da escalada dos preços do petróleo no mercado doméstico, um reflexo direto da prolongada guerra no Oriente Médio. O texto proposto pelo governo visa a conceder uma ferramenta para atenuar as pressões inflacionárias sobre gasolina e etanol, protegendo o poder de compra da população.
Durigan revelou que, antes da reunião com o presidente, conversou com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reforçando a urgência da matéria. "O meu pedido, a expectativa do governo é que a gente vote o quanto antes. Então, se for possível sim, que se vote nesta semana na Câmara e no Senado", declarou o ministro, sinalizando a ambição de uma tramitação rápida.
Sobre possíveis alterações no projeto, o chefe da Fazenda afirmou ter dialogado com a relatora da matéria, a deputada Marussa Boldrin (Republianos-GO), e enfatizou que o momento não é propício para ampliar o escopo da proposta, visando a uma aprovação célere e focada no objetivo inicial.
Na manhã da mesma segunda-feira, 11 de maio de 2026, Dario Durigan também se reuniu com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A pauta foi a análise das perspectivas dela sobre os efeitos do conflito no Oriente Médio tanto na estatal quanto no mercado interno de combustíveis, ressaltando a complexidade do cenário global.
O ministro destacou que tem mantido contato com seus homólogos em outros países, e a preocupação comum é que o conflito internacional não tenha uma resolução em curto ou médio prazo. Essa conjuntura global reforça, para o governo, a necessidade premente de aprovar o texto, garantindo mecanismos para mitigar as consequências econômicas da instabilidade geopolítica sobre os cidadãos brasileiros.
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