DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM DESTAQUE

Dr. Kalil esclarece diferenças entre gripe, rinite e sinusite no Sinais Vitais da CNN Brasil

Médicos explicam as diferenças entre gripe, rinite e sinusite.
Especialistas explicam as diferenças entre as doenças respiratórias.

Pneumologista e infectologista da Unifesp explicam as particularidades de cada condição e quando buscar ajuda médica.

Em meio a um cenário de frequentes confusões entre gripe, resfriado, rinite e sinusite, o pneumologista e professor da Unifesp, Clystenes Odyr Soares Silva, e a infectologista e professora da mesma instituição, Nancy Bellei, detalharam as diferenças entre essas condições. As explicações foram dadas em entrevista ao Dr. Kalil, no programa Sinais Vitais, a ser exibido neste sábado, 06/06/2026. A conversa comparou as características de cada quadro clínico e os cuidados necessários, com foco no impacto para a saúde individual e coletiva.

A gripe e seu legado histórico

Causada pelo vírus influenza, a gripe se destaca como uma das doenças respiratórias de maior impacto histórico. "A gripe espanhola matou 40 milhões de pessoas", relembrou Clystenes, citando a gripe asiática e a suína como exemplos da persistência e relevância do vírus ao longo do tempo. Anualmente, estima-se que 10% da população mundial contraia gripe, resultando em um número de mortes que varia entre 250 mil e 600 mil. Clystenes enfatizou que a gripe é intrinsecamente uma doença febril, caracterizada por febre alta (38,5°C a 39°C), dores musculares e articulares, mal-estar e dor de cabeça intensos, frequentemente levando o indivíduo ao repouso absoluto.

Rinite: uma condição alérgica, não infecciosa

Ao contrário da gripe e do resfriado, a rinite não é provocada por vírus. Trata-se de um quadro de natureza alérgica, comum em indivíduos com predisposição a alergias respiratórias. Com um toque de humor, o especialista comparou o nariz de quem sofre de rinite a "o melhor serviço de meteorologia", pois os sintomas, como espirros e congestão nasal, podem antecipar mudanças climáticas. Por sua origem alérgica, a rinite não demanda tratamento com antibióticos, respeitando a dignidade do sistema imunológico do paciente.

Sinusite: complicação viral e bacteriana

A sinusite, também conhecida como rinossinusite, frequentemente tem um início viral. O quadro se desenvolve com a obstrução dos pequenos canais que conectam o nariz aos seios da face, resultando em acúmulo de secreção, congestão e dor. Especialistas em otorrinolaringologia advertem, conforme relatou Clystenes, para não administrar antibióticos para sinusite antes que os sintomas se prolonguem por 8 a 10 dias. Em fases iniciais, o tratamento básico consiste em descongestionantes e lavagem das vias respiratórias. Quando a sinusite se agrava, surgem sintomas mais severos, como dor ao abaixar a cabeça e secreção esverdeada ou purulenta, indicativos de uma possível infecção bacteriana. Nesses casos, o uso de antibióticos pode ser considerado. Clystenes alertou sobre o uso indiscriminado de antibióticos em doenças virais, que não oferece benefícios e agrava o desafio da resistência bacteriana.

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