ALERTA INTERNACIONAL
Dor no Líbano: Israel mata brasileiros em ataque
Itamaraty confirma tragédia na família Nader, incluindo criança de 11 anos, e condena ataques israelenses. Parente descreve o terror diário e a ineficácia do cessar-fogo.
Uma tragédia humana marcou a comunidade brasileira no Líbano quando, em 26 de abril de 2026, ataques das Forças de Defesa de Israel na região de Bint Jeil, no Sul do país, resultaram na morte de uma mulher brasileira e seu filho de 11 anos, além do pai libanês da criança e uma diarista etíope. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou as mortes nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, expressando profunda consternação e condenando veementemente as violações do cessar-fogo. A notícia abala famílias e joga luz sobre o drama vivido diariamente por civis em zonas de conflito.
O impacto da violência ressoa nas palavras de Nader, parente das vítimas, em entrevista à Globonews com o jornalista Gabriel Chaim. Ele é tio do menino Ali Ghassan Nader, de 11 anos, e da mãe, Manal Jaafar, ambos brasileiros. O pai da família, Ghassan Nader, de nacionalidade libanesa, e uma diarista etíope também foram vitimados no ataque.
"Nós vivíamos no Brasil em paz, nunca aconteceu nada com a gente enquanto vivemos nessa terra boa, de família, de um povo que gosta de povo. Não é igual aqui [no Líbano], que todo dia a gente dorme com medo e acorda com medo", desabafou Nader, emocionado. "Hoje falo com um amigo que está vivo, e amanhã ele está morto pelos bombardeios de Israel, que bate no Líbano sem coração e com maldade para esse povo que vive no Sul do Líbano." Nader ainda descreveu o cessar-fogo, anunciado em 23 de abril de 2026 pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como "mentiroso" diante da continuidade da violência. "Agora não tem casa, nem terra nem nada. A família inteira foi", lamentou.
O Itamaraty, através de seu Ministério das Relações Exteriores, emitiu um comunicado formal nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026. A nota expressou "consternação e pesar" pelas mortes ocorridas em 26 de abril de 2026, confirmando que a família estava em sua residência, no distrito de Bint Jeil, quando o bombardeio atingiu.
Apesar do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah — grupo extremista libanês apoiado pelo Irã — ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio, o Exército israelense iniciou novos ataques no Sul do Líbano neste domingo, 26 de abril de 2026, conforme divulgado pela agência de notícias francesa RFI.
O Itamaraty classificou o ataque israelense como mais uma das "reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo" que havia sido anunciado em 16 de abril de 2026. O governo brasileiro ressaltou que dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, perderam a vida nesses ataques.
"Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das Forças israelenses quanto do Hezbollah", afirmou o Ministério. O Brasil, de fato, vem defendendo nas últimas semanas que as tropas israelenses devem deixar imediatamente o Líbano.
A nota do Itamaraty também informou que um dos filhos do casal, irmão da criança que morreu no ataque, foi levado para o hospital e está recebendo assistência. A embaixada brasileira em Beirute mantém contato com a família dos brasileiros mortos para prestar todo o suporte necessário.
A região presenciou fumaça após um ataque israelense neste domingo, 26 de abril de 2026, como mostram registros fotográficos. A ofensiva ocorreu após um alerta de evacuação emitido para moradores de sete cidades e vilarejos da área. Segundo o Exército israelense, os ataques foram uma resposta a "repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah", conforme a RFI. Contudo, pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de trégua.
A prorrogação do cessar-fogo foi anunciada em 23 de abril de 2026 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington. A trégua inicial, que começou em 16 de abril de 2026, previa 10 dias de duração e, com a renovação, deveria durar até o início da segunda quinzena de maio. No entanto, sua efetividade é questionada, pois Israel e o Hezbollah continuaram trocando ataques, incluindo foguetes lançados pelo grupo libanês contra o norte de Israel no mesmo dia do anúncio da prorrogação.
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