TENSÃO NO ORIENTE
Donald Trump notifica Congresso dos EUA sobre retomada de ataques ao Irã
Documento enviado pela Casa Branca busca garantir autorização para 60 dias de operações militares; medida impõe pedágio no Estreito de Ormuz.
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, formalizou junto ao Congresso uma notificação sobre a retomada das hostilidades militares contra o Irã, marcando o reinício das operações em 7 de julho. A medida, detalhada em comunicado oficial, visa assegurar a base legal para a continuidade das ações militares no Oriente Médio pelo prazo de 60 dias, sem a necessidade de uma nova votação legislativa imediata, conforme nesta terça-feira, 14/07/2026.
A decisão de Donald Trump ocorre em um momento de escalada diplomática e militar. Na carta datada de 10 de julho, o presidente dos EUA justifica o movimento como uma necessidade de proteger a segurança nacional e os interesses estratégicos norte-americanos. A manobra ocorre apesar de o Congresso ter tentado anteriormente restringir a capacidade do Executivo de engajar o país em novos conflitos sem aprovação parlamentar.
O cenário no Golfo Pérsico agravou-se após acusações de que o regime iraniano teria violado um acordo de paz preliminar firmado em 17 de junho, ao realizar ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Em resposta, Donald Trump anunciou o restabelecimento de um bloqueio naval, condicionando a passagem de navios comerciais ao pagamento de uma taxa de 20% sobre o valor da carga, visando garantir a fluidez do tráfego marítimo regional.
A manobra levanta questionamentos técnicos sobre a aplicação da Lei dos Poderes de Guerra. Embora a norma exija o encerramento de ações não autorizadas pelo legislativo em 60 dias, a Casa Branca tem sustentado que o hiato gerado por um cessar-fogo anterior — ordenado em 7 de abril — suspenderia a contagem do prazo, um entendimento contestado por congressistas do Senado e da Câmara dos Deputados de ambos os partidos.
A situação impacta diretamente a estabilidade global e a vida de tripulantes de navios mercantes que dependem dessas rotas comerciais. A crescente pressão política reflete um racha interno, visto que, em junho, o parlamento chegou a aprovar resoluções solicitando a retirada das forças militares da região. Em 23 de abril de 2026, Donald Trump discursou no Salão Oval acompanhado do vice-presidente JD Vance e do secretário de Estado Marco Rubio, reforçando a linha de comando que hoje enfrenta este impasse constitucional.
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