TENSÃO NO ORIENTE

Donald Trump notifica Congresso dos EUA sobre retomada de ataques ao Irã

Donald Trump discursando no Salão Oval com autoridades americanas.
Donald Trump discursa no Salão Oval ao lado do vice-presidente JD Vance e do secretário de Estado Marco Rubio, em 23 de abril de 2026. Foto: REUTERS/Kylie Cooper

Documento enviado pela Casa Branca busca garantir autorização para 60 dias de operações militares; medida impõe pedágio no Estreito de Ormuz.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, formalizou junto ao Congresso uma notificação sobre a retomada das hostilidades militares contra o Irã, marcando o reinício das operações em 7 de julho. A medida, detalhada em comunicado oficial, visa assegurar a base legal para a continuidade das ações militares no Oriente Médio pelo prazo de 60 dias, sem a necessidade de uma nova votação legislativa imediata, conforme nesta terça-feira, 14/07/2026.

A decisão de Donald Trump ocorre em um momento de escalada diplomática e militar. Na carta datada de 10 de julho, o presidente dos EUA justifica o movimento como uma necessidade de proteger a segurança nacional e os interesses estratégicos norte-americanos. A manobra ocorre apesar de o Congresso ter tentado anteriormente restringir a capacidade do Executivo de engajar o país em novos conflitos sem aprovação parlamentar.

O cenário no Golfo Pérsico agravou-se após acusações de que o regime iraniano teria violado um acordo de paz preliminar firmado em 17 de junho, ao realizar ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Em resposta, Donald Trump anunciou o restabelecimento de um bloqueio naval, condicionando a passagem de navios comerciais ao pagamento de uma taxa de 20% sobre o valor da carga, visando garantir a fluidez do tráfego marítimo regional.

A manobra levanta questionamentos técnicos sobre a aplicação da Lei dos Poderes de Guerra. Embora a norma exija o encerramento de ações não autorizadas pelo legislativo em 60 dias, a Casa Branca tem sustentado que o hiato gerado por um cessar-fogo anterior — ordenado em 7 de abril — suspenderia a contagem do prazo, um entendimento contestado por congressistas do Senado e da Câmara dos Deputados de ambos os partidos.

A situação impacta diretamente a estabilidade global e a vida de tripulantes de navios mercantes que dependem dessas rotas comerciais. A crescente pressão política reflete um racha interno, visto que, em junho, o parlamento chegou a aprovar resoluções solicitando a retirada das forças militares da região. Em 23 de abril de 2026, Donald Trump discursou no Salão Oval acompanhado do vice-presidente JD Vance e do secretário de Estado Marco Rubio, reforçando a linha de comando que hoje enfrenta este impasse constitucional.

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