TARIFAS COMERCIAIS SÃO REVISADAS

Donald Trump concede alívio temporário em tarifas de aço e alumínio para aliados

Retrato do presidente Donald Trump em seu escritório na Casa Branca.
O presidente Donald Trump assina proclamação modificando o regime de tarifas da Seção 232.

Medida de Donald Trump limita o impacto de sobretaxas em equipamentos industriais para diversos países, mas mantém 15% como alíquota efetiva máxima. Flexibilizações valem até 2027.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definiu exceções temporárias para o regime de tarifas da Seção 232, um mecanismo americano usado para impor sobretaxas por motivos de segurança nacional. A decisão, tomada em 03 de junho de 2026, abrange determinados produtos derivados de aço e alumínio e visa atenuar o impacto dessas medidas em aliados estratégicos.

Esta medida, que será publicada oficialmente no Federal Register em 04 de junho de 2026, beneficia diretamente parceiros como Argentina, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Suíça, Liechtenstein, Equador, El Salvador, Guatemala e os países da União Europeia (UE). A intenção é conciliar os objetivos de segurança nacional com as necessidades de setores industriais que dependem desses materiais.

Pelas novas regras, equipamentos industriais móveis como empilhadeiras, tratores para uso não agrícola, escavadeiras e guindastes móveis terão a tarifa adicional de 25% limitada a uma alíquota efetiva de 15%. Para os países e blocos contemplados pela exceção, se a tarifa já vigente for igual ou superior a 15%, nenhuma cobrança adicional será aplicada, promovendo um alívio significativo.

O governo dos Estados Unidos também estabeleceu um tratamento diferenciado para Canadá e México. Para produtos elegíveis ao acordo comercial USMCA, a tarifa de 25% incidirá apenas sobre o conteúdo não produzido nos Estados Unidos, com a carga tarifária efetiva garantida em um piso de 15%. Essa abordagem busca equilibrar o protecionismo com a integração regional.

As flexibilizações são temporárias e entrarão em vigor em 08 de junho de 2026, permanecendo válidas até 31 de dezembro de 2027. A partir de 1º de janeiro de 2028, os produtos voltarão às tarifas originais, a menos que uma nova decisão governamental modifique o cenário. Essa previsibilidade é crucial para o planejamento das cadeias produtivas.

Adicionalmente, a proclamação reduz o percentual mínimo de conteúdo americano exigido para que determinados produtos sejam considerados fabricados integralmente com aço, alumínio ou cobre dos Estados Unidos, caindo de 95% para 85%. Essa mudança impacta a origem dos componentes e a conformidade das empresas com as normas americanas.

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