MERCADO EM ALERTA
Dólar sobe para R$ 5,16 e Ibovespa recua após dados de emprego nos Estados Unidos
Moeda norte-americana reagiu a indicadores do mercado de trabalho e acumulou alta semanal de 2,27%. Bolsa de valores brasileira também sentiu o impacto e registrou queda de 2,74% na semana.
Na sexta-feira, 05/06/2026, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,78%, sendo vendido a R$ 5,156, impactando diretamente o poder de compra dos brasileiros. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da B3, registrou um recuo de 0,77%, fechando aos 169.019,12 pontos. Essas movimentações refletem um cenário de incerteza econômica influenciado por decisões externas e preocupações globais.
O dólar à vista experimentou oscilações significativas ao longo do pregão, atingindo a mínima de R$ 5,0539 e a máxima de R$ 5,1572. Na soma da semana, a moeda americana acumulou uma valorização expressiva de 2,27%, evidenciando a instabilidade cambial que afeta os investimentos e o custo de vida no Brasil.
Em contrapartida, o Ibovespa oscilou entre 168.909,87 e 170.457,37 pontos, com um volume negociado de R$ 26,2 bilhões. No acumulado semanal, o índice da Bolsa de Valores brasileira apresentou uma queda de 2,74%, sinalizando um momento de cautela para os investidores.
Ambas as tendências – valorização do dólar e recuo da Bolsa – ganharam força após a divulgação, pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, da criação de 172 mil postos de trabalho em maio. Este resultado superou as projeções do mercado, gerando apreensão sobre a política monetária americana.
O número robusto de empregos reforçou a percepção de que o Fed (Federal Reserve, o Banco Central norte-americano) poderá manter as taxas de juros em patamares elevados por um período mais extenso. Essa perspectiva global de juros altos influencia diretamente o fluxo de capitais e a atratividade de mercados emergentes como o Brasil.
Adicionalmente, o contexto de instabilidade no Oriente Médio contribuiu para o aumento da busca por ativos considerados seguros, como o dólar, e impulsionou os rendimentos dos títulos americanos. Essas tensões geopolíticas adicionam uma camada extra de complexidade ao cenário econômico internacional.
Apesar da criação de empregos, os dados revelaram uma desaceleração no crescimento salarial anual nos Estados Unidos, que passou de 3,6% em abril para 3,4% em maio. Espera-se que os ganhos salariais reais fiquem aproximadamente 1 ponto percentual abaixo da inflação, com base nas projeções para o Índice de Preços ao Consumidor de maio, que será divulgado na próxima semana.
Investidores também mantêm o foco no cenário comercial brasileiro. A proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre uma lista de produtos importados do Brasil e de outros países adiciona um elemento de incerteza às relações comerciais bilaterais e pode afetar setores específicos da economia nacional.
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