RISCO DE SEGURANÇA

Operação secreta protegeu Donald Trump de ameaça com mísseis na Turquia

Soldados iranianos com lançadores de mísseis portáteis em treinamento.
Militares iranianos operando sistemas de defesa aérea portáteis. Foto: IRNA/Divulgação

Serviço Secreto dos Estados Unidos deslocou o então presidente em um caminhão de alimentos para evitar um possível ataque iraniano com MANPADS durante a decolagem.

A inteligência dos Estados Unidos identificou uma ameaça concreta à segurança do então presidente Donald Trump, o que motivou uma complexa operação de retirada do líder americano da Turquia. A decisão estratégica, revelada pela imprensa americana na quarta-feira (12), foi adotada para proteger a autoridade de um possível ataque com mísseis portáteis.

No dia 8 de julho, durante a cúpula da Otan, autoridades americanas avaliaram que existia um risco iminente. Conforme apurado, o governo israelense teria alertado Washington sobre a presença de uma célula iraniana infiltrada em solo turco, equipada com MANPADS — Sistemas de Defesa Aérea Portáteis capazes de abater aeronaves em baixa altitude.

Para garantir a integridade de Donald Trump, o Serviço Secreto orquestrou uma manobra de desorientação. Após embarcar no Air Force One sob o olhar de câmeras, o presidente foi conduzido discretamente a um caminhão de alimentos acoplado à aeronave. O veículo o transportou até outro avião, habitualmente utilizado por secretários de Guerra, que partiu em direção ao Reino Unido sem que a rota fosse comprometida.

Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador de Harvard, aponta que o perigo residia na proximidade. Mísseis como o Misagh-1, Misagh-2 ou os modelos QW chineses possuem alcance de até 6 km. Embora o Air Force One conte com sistemas avançados de proteção, a fase de decolagem permanece um momento crítico onde as escoltas militares teriam eficácia limitada caso um disparo ocorresse de perto.

O episódio destaca a vulnerabilidade de figuras de Estado frente a ameaças assimétricas. A operação, embora atípica, reflete a prioridade dos protocolos de segurança em evitar o confronto direto, preferindo a evasão e a discrição quando ameaças de sistemas portáteis de defesa aérea são confirmadas por agências de inteligência.

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