MERCADO EM ALERTA

Dólar fecha a R$ 5,086 e Ibovespa recua 0,47% em dia de repercussão global e alertas de inflação

Gráfico da trajetória diária do valor do dólar em R$ no dia 16 de junho de 2026.
O dólar comercial subiu 0,39% nesta terça-feira (16.jun.2026) e encerrou o pregão vendido a R$ 5,086. Foto: Poder360.

Moeda norte-americana avançou 0,39% e principal índice da B3 encerrou aos 169.613 pontos, em meio a reflexos de acordo EUA-Irã e projeções de IPCA.

Nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, o dólar comercial registrou alta de 0,39%, encerrando o pregão a R$ 5,086. Simultaneamente, o Ibovespa, principal índice da B3, apresentou recuo de 0,47%, finalizando o dia em 169.613 pontos. Os movimentos refletem a cautela dos investidores diante de desdobramentos econômicos globais e domésticos.

Os mercados financeiros ainda processam o acordo de paz entre EUA e Irã, anunciado no domingo, 14 de junho. Embora o pacto tenha buscado atenuar incertezas econômicas, a persistente apreensão dos agentes demonstra preocupação com a durabilidade e estabilidade do acordo, impactando o fluxo de capitais e a confiança do investidor.

Durante a sessão, os ativos registraram os seguintes extremos:

  • Dólar (em R$): máxima de R$ 5,103; mínima de R$ 5,049.
  • Ibovespa (em pontos): máxima de 170.416; mínima de 169.121.

A revisão das projeções de inflação também contribuiu para o cenário de cautela. O Boletim Focus, divulgado na segunda-feira, 15 de junho de 2026, pelo Banco Central, elevou a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2026, de 5,11% para 5,30%. Esta marca a 14ª elevação consecutiva na projeção para o indicador oficial de inflação do país. Para 2027, a estimativa do IPCA também subiu, de 4,03% para 4,10%.

A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Com a mais recente revisão, a projeção para 2026 se distancia ainda mais do teto da meta, fixado em 4,5%.

A atenção dos mercados agora se volta para a quarta-feira, 17 de junho, data aguardada para os anúncios de política monetária do Fed (Federal Reserve, a autoridade monetária dos EUA) e do Banco Central do Brasil. As decisões sobre as taxas de juros são determinantes para as expectativas de inflação, atividade econômica e movimentos globais de capital, influenciando diretamente o comportamento do dólar, das bolsas e dos títulos públicos.

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