ALGODÃO EM BAIXA
Dólar e petróleo pressionam cotações futuras do algodão na bolsa de NY
Contrato futuro com vencimento em julho recua 4,44% na bolsa de Nova York. Movimento negativo das commodities e valorização do dólar americano impactaram os preços.
Os preços do algodão encerraram a sessão desta quinta-feira, 21/05/2026, em forte queda na bolsa de Nova York. O contrato futuro com vencimento em julho recuou 4,44% e fechou cotado a US$ 77,98 por libra-peso, impactado pelo movimento negativo das commodities e pela valorização do dólar americano.
Ao longo do dia, os contratos futuros da fibra chegaram a registrar perdas mais expressivas. Os vencimentos foram influenciados pelo avanço do índice do dólar e pela alta do petróleo bruto.
Apesar da pressão sobre as cotações, os dados de exportação dos Estados Unidos mostraram um desempenho mais positivo para as vendas externas da pluma. O relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontou que as vendas de algodão da safra 2025/26 somaram 131.792 mil fardos na semana encerrada em 14 de maio. O volume representa o maior patamar das últimas três semanas e um avanço de 7,86% em relação ao mesmo período do ano passado.
O relatório também destacou que as vendas da nova safra alcançaram 215.962 fardos na semana, registrando o maior volume da temporada atual. Já os embarques ficaram em 289.351 fardos, o menor nível das últimas nove semanas.
Cacau
As cotações futuras do cacau recuaram na Bolsa de Nova York, com o contrato para entrega em julho fechando em baixa de 3,14% e precificado em US$ 3.767 por tonelada. Os preços do cacau consolidaram-se logo acima das mínimas de duas semanas registradas na segunda-feira, 18/05/2026. A alta do índice do dólar para a máxima de 6 semanas nesta sessão pressionou a maioria dos preços das commodities, incluindo o cacau.
Os sinais de oferta abundante de cacau são um fator negativo para os preços, já que os estoques de cacau na bolsa subiram para um pico de quase dois anos, atingindo 2.692.616 sacas nesta sessão. Na última semana, a Costa do Marfim elevou sua estimativa de entrega de cacau para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, citando condições climáticas favoráveis.
Café
Os preços futuros do café registraram alta na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em julho valorizou 1,90% e fechou o dia precificado em US$ 2,734 por libra-peso. A preocupação de que o fenômeno climático El Niño possa prejudicar a safra brasileira de café no próximo ano levou à cobertura de posições vendidas nos contratos futuros de café.
A CommercialCoffee Trading afirmou que o El Niño pode atrasar as chuvas no Brasil em setembro e outubro, período em que normalmente ocorre a floração das lavouras, prejudicando a safra de café brasileira de 2026/27. A NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) estima uma probabilidade de 82% de que as condições do El Niño se manifestem entre maio e julho e persistam até o final do ano, com 67% de chance de um "Super El Niño".
Açúcar
Os preços do açúcar registraram valorizações na sessão na bolsa de Nova York. O vencimento do açúcar para entrega em julho teve alta de 1,15% e foi precificado em US$ 14,90 por libra-peso. Os preços do açúcar subiram nesta sessão em meio às crescentes preocupações de que a seca causada pelo fenômeno climático El Niño possa afetar a produção global de açúcar. O surgimento do El Niño provavelmente reduzirá as chuvas no Brasil, na Índia e na Tailândia, as três maiores regiões produtoras de açúcar do mundo.
Suco de Laranja
Os preços futuros do suco de laranja encerraram a sessão em forte alta no mercado internacional. O contrato com vencimento em julho avançou 6,15% e fechou cotado a US$ 1.666,00 por tonelada.
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