MOEDA AMERICANA RECUA

Dólar cai com investidor atento a juros e tensões entre Estados Unidos e Irã

Nota de dólar com símbolo de cifrão sobre ela.
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (17/6) com leves oscilações, mas passou a cair após as 10h05, negociado a R$ 5,07. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu o pregão em alta.

Cotação em R$ 5,07 reflete cautela com decisões de bancos centrais e cenário geopolítico, enquanto Ibovespa opera em alta. Prévia do PIB mostra economia resiliente.

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (17/6) com leves oscilações, mas passou a cair após as 10h05, negociado a R$ 5,07. Simultaneamente, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu o pregão em alta de 0,53%, atingindo 170,5 mil pontos.

O mercado aguarda, com cautela nesta ‘Superquarta’, as definições dos bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil sobre o novo patamar das taxas básicas de juros dos dois países.

Investidores também monitoram o quadro geopolítico, em especial os desdobramentos sobre o anunciado acordo entre Estados Unidos e Irã. Apesar do avanço nas negociações, o presidente americano Donald Trump reiterou ameaças a Teerã, indicando que retomará bombardeios caso não aprove o acordo preliminar, previsto para ser assinado em Genebra, na Suíça, na sexta-feira (19/6).

As tensões EUA-Irã também se refletem na cotação do petróleo. O barril do tipo Brent, referência internacional, subia 1,37% às 10h45, a US$ 80,04. O West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, avançava 0,87%, a US$ 76,71.

No cenário interno, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,52% em abril na comparação mensal dessazonalizada, um resultado ligeiramente abaixo da expectativa de 0,60% do mercado.

Pablo Spyer, conselheiro da Associação Nacional das Corretoras (Ancord), avalia que, apesar do crescimento abaixo do esperado, o indicador mensal do BC demonstra uma economia resiliente. Ele destaca que a indústria continua sendo o principal motor, seguida pelos serviços, com o agronegócio contribuindo em menor intensidade. Spyer ressalta, ainda, a revisão significativa do número de março, que passou de uma queda de 0,67% para uma retração de 0,18%, o que suaviza a desaceleração observada.

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