MERCADOS EM ALERTA

Dólar avança para R$ 5,108 e Ibovespa cai a 168.085,06 pontos com Fed e Copom

Gráfico mostrando a alta do dólar comercial para R$ 5,108 em 17 de junho de 2026.
O dólar comercial subiu 0,42% nesta quarta-feira (17.jun.2026) e encerrou o pregão vendido a R$ 5,108.

Investidores reagem à manutenção dos juros nos EUA, fim do forward guidance pelo Fed e aguardam decisão do Copom no Brasil. Dólar e Bolsa refletem incertezas globais e locais.

A quarta-feira, 17 de junho de 2026, marcou um dia de apreensão nos mercados financeiros brasileiros. O dólar comercial encerrou o pregão em alta de 0,42%, cotado a R$ 5,108. Em paralelo, o Ibovespa, principal índice da B3, registrou um recuo de 0,92%, fechando aos 168.085,06 pontos. Essa movimentação reflete a repercussão de decisões importantes nos Estados Unidos e as expectativas para o cenário econômico brasileiro.

A decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) de manter a taxa básica de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano foi um dos principais fatores de influência. A autoridade monetária justificou a manutenção dos juros pela persistência de incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, à inflação acima da meta e às pressões de preços, especialmente no setor de energia. Essa postura sinaliza que riscos geopolíticos e inflacionários continuam a demandar atenção e impactam a trajetória futura dos juros americanos.

Gráfico da trajetória diária do valor do dólar em 16 de junho de 2026.

Durante o dia, o dólar comercial oscilou significativamente, variando entre a mínima de R$ 5,051 e a máxima de R$ 5,121, evidenciando a volatilidade do mercado diante do cenário de incertezas.

Um anúncio adicional do Fed, feito pelo seu recém-empossado presidente, Kevin Warsh, adicionou outra camada de complexidade. Warsh comunicou o fim do 'forward guidance', mecanismo que previa indicações sobre os rumos futuros da política monetária. Ele explicou que as incertezas atuais tornam inadequado sinalizar antecipadamente os próximos passos do banco central, exigindo maior flexibilidade na condução dos juros. Essa retirada foi interpretada pelo mercado como um sinal de que as decisões futuras do Fed serão mais dependentes da evolução dos dados econômicos e dos riscos geopolíticos globais.

Representação gráfica do valor do dólar.

No cenário doméstico, a Bolsa brasileira acompanhou a repercussão internacional e também se posicionou à espera da decisão do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, em sua reunião conhecida como 'Super 4ª'. A decisão do Copom, prevista para as 18h30, é aguardada com grande expectativa pelo mercado. A projeção é de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para 14,25% ao ano. Analistas veem que a desaceleração da inflação e da atividade econômica pode justificar o início de um ciclo de afrouxamento monetário. No entanto, o cenário fiscal e as incertezas externas ainda exigem cautela e podem influenciar a magnitude e o ritmo dos futuros cortes de juros.

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