INVESTIGAÇÃO SOBRE BANCO
Documentário de Daniel Vorcaro teria sido firmado durante prisão no Caso Master
Minuta de contrato entre Daniel Vorcaro e Thiago Miranda foi apreendida pela PF; ministro André Mendonça aponta contornos penais na negociação
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, teria formalizado um contrato para a produção de um documentário enquanto cumpria pena de prisão. A existência da minuta foi confirmada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), em decisão expedida neste sábado, 11 de julho de 2026, que determinou a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda.
A Polícia Federal localizou o documento durante diligências realizadas em 09 de julho de 2026. Segundo as autoridades, a assinatura do acordo teria ocorrido em 31 de março de 2026, dentro da sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF), local em que Daniel Vorcaro esteve detido até junho.
O contrato previa a criação de um material audiovisual centrado no chamado Caso Master. A narrativa afetiva em torno do caso expõe o uso de recursos financeiros para tentar influenciar a opinião pública e blindar a imagem do executivo. O ministro André Mendonça ressaltou, em sua decisão, que embora a produção documental seja legítima em liberdade, as circunstâncias em que o acordo foi celebrado conferem contornos penais aos fatos sob análise.
A investigação aponta que Thiago Miranda, através da Agência MiThi, seria um dos articuladores de uma estratégia para contratar influenciadores e jornalistas em benefício do Banco Master. A apuração da Polícia Federal indica que o grupo teria atuado na manipulação de narrativas e na violação de dados sigilosos de opositores, incluindo membros ligados ao BC (Banco Central).
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