TRANSPARÊNCIA ORÇAMENTÁRIA PÚBLICA
Apenas seis partidos respondem ao STF sobre gestão de emendas
Ministro Flávio Dino intimou 21 legendas após declarações de Valdemar Costa Neto. Partidos negam controle direto sobre verbas parlamentares.
Apenas seis dos 21 partidos intimados pelo STF apresentaram esclarecimentos sobre a possível influência de dirigentes partidários na distribuição de emendas parlamentares. O levantamento, consolidado na sexta-feira (24), busca determinar se presidentes de legendas possuem ingerência sobre a destinação de recursos públicos, uma questão que toca diretamente na transparência da aplicação do dinheiro do contribuinte.
As legendas PL, MDB, PDT, PSDB, PSD e PSOL formalizaram suas respostas ao ministro Flávio Dino. O magistrado determinou a prestação de informações após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmar em entrevista no dia 14 que dirigentes partidários participam da indicação das verbas. A declaração gerou preocupação sobre possíveis desvios na finalidade do mandato parlamentar, que é o detentor constitucional da prerrogativa de definir o uso de tais emendas.
Em suas defesas, PSOL, PDT, MDB, PSD e PSDB negaram de forma uníssona que suas direções possuam cotas ou poderes formais para gerir verbas. Segundo essas siglas, a definição dos recursos é atribuição exclusiva dos deputados e senadores, respeitando as normas do Congresso Nacional.
O PL, embora também tenha negado o controle jurídico dos valores, adotou uma linha de argumentação distinta. A legenda alegou que Valdemar Costa Neto atua apenas na organização de prioridades políticas, recebendo demandas de prefeitos e governadores para sugeri-las às suas bancadas. O partido sustenta que as falas de seu presidente foram de natureza coloquial e que não existe caráter vinculante em suas sugestões aos parlamentares.
O ministro Flávio Dino estabeleceu o prazo de dez dias úteis para o envio das informações pelos partidos. Após o recebimento total dos documentos, o Supremo Tribunal Federal avaliará se serão necessárias novas providências para garantir a rastreabilidade e a lisura no uso de recursos orçamentários, assegurando o controle democrático sobre o orçamento público.
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