ELEIÇÕES 2026 EM MG

Disputa pelo governo de Minas: Quem são os pré-candidatos e as incertezas até agora

Montagem com os rostos dos pré-candidatos ao governo de Minas Gerais.
Montagem com os pré-candidatos ao governo de Minas Gerais: Alexandre Kalil, Gabriel Azevedo e Mateus Simões.

Cenário em Minas Gerais segue em aberto com oito pré-candidatos anunciados. Decisões de nomes como Cleitinho Azevedo e PDT podem definir alianças.

A corrida eleitoral para o governo de Minas Gerais em 2026 já apresenta um cenário com oito pré-candidatos, mas a definição final das candidaturas e das alianças segue cercada de incertezas. A expectativa é que o quadro se consolide apenas no final de julho, com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), atualmente líder em pesquisas, anunciando sua decisão sobre a disputa.

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), figura entre os postulantes, em sua segunda tentativa de ocupar o Palácio Tiradentes. Em 2022, Kalil foi derrotado ainda no primeiro turno pelo atual governador Romeu Zema (Novo). Apesar de ter sido cotado para receber o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT), Kalil optou por uma candidatura independente neste primeiro turno.

Outro nome que pode contar com o suporte do PT é o ex-presidente da Câmara de BH, Gabriel Azevedo (MDB). Sua postulação gera expectativas divididas dentro do partido, com alguns apoiando a sua candidatura e outros demonstrando preocupação com seu histórico de rompimento de alianças. Azevedo tem dialogado com lideranças petistas e com partidos alinhados ao PT, como PV e PSB.

O atual governador, Mateus Simões (PSD), busca a reeleição após assumir o cargo em março, com a renúncia de Romeu Zema para se candidatar ao Palácio do Planalto. Simões, ainda com baixo reconhecimento no eleitorado, aposta em um "efeito Fuad Noman", ex-prefeito de BH que obteve a reeleição mesmo com baixa intenção de voto no início da campanha. Simões também vislumbra a possibilidade de atrair o eleitorado bolsonarista caso Cleitinho Azevedo desista da disputa.

O PSB apresenta o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, como pré-candidato, após o senador Rodrigo Pacheco desistir da disputa e encerrar sua carreira política. Jarbas Soares Júnior busca, além do apoio de seu correligionário, o respaldo do PT para a sua candidatura ao governo.

O Partido Liberal (PL) aguarda a decisão de Cleitinho Azevedo, que deve ser anunciada após a Copa do Mundo, em meados de julho. Caso o senador não concorra, o PL considera o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, como alternativa. Medioli já havia sido cogitado como vice na chapa de Azevedo.

O PT enfrenta dificuldades para definir sua estratégia, avaliando se lançará candidatura própria ou apoiará outro nome. Uma pesquisa interna indicou a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, como favorita, mas ela já se pré-candidatou ao Senado e sinalizou não ter interesse no Executivo. Deputados federais com alta votação, como Rogério Correia e Reginaldo Lopes, devem focar na reeleição à Câmara, abrindo caminho para a ex-reitora da UFMG, Sandra Goulart, como possível nome do partido.

Novos nomes surgem no cenário, como o advogado e influenciador digital Ben Mendes (Missão), representando o novo partido ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL). A ativista Indira Xavier (UP) concorre pela segunda vez ao governo, após disputar a prefeitura de BH em 2022. O Psol lança a professora de pedagogia Maria da Consolação, conhecida como Consola, em sua primeira candidatura ao governo. Já o PCB apresenta o professor Túlio Lopes, que tentará pela terceira vez um cargo majoritário em Minas, após experiências em 2014 para o governo e em 2018 para o Senado.

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