DECISÃO DOS EUA

Diretor da PF diz que classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA é surpresa e equívoco técnico

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF).

Andrei Rodrigues, chefe da Polícia Federal, afirma que equiparação de crime organizado a terrorismo não altera atuação brasileira e pode gerar embaraços burocráticos.

{"blocks":[{"key":"9d668","text":"O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, expressou nesta terça-feira, 02/06/2026, surpresa com a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas. Para a PF, a equiparação de crime organizado a terrorismo representa um equívoco técnico, segundo declarou Rodrigues em entrevista ao Estúdio i.","type":"paragraph"},{"key":"3p9vj","text":""Tem a questão técnica e a questão política também, e o tema que nós estamos agora enfrentando é a tipificação de facções criminosas como entidades terroristas, e ali foi apresentada toda a explicação. Inclusive, é técnica e trabalho que a Polícia Federal faz, inclusive com a cooperação internacional, para combater o crime organizado, que é o que temos feito com muita intensidade aqui no país. E, de fato, para nós, é uma surpresa termos essa declaração. Enfim, essa afirmação é dos Estados Unidos de tentar equiparar é crime organizado com terrorismo, que, na nossa avaliação, é um equívoco técnico", explicou o diretor.","type":"paragraph"},{"key":"22s9b","text":"Apesar da surpresa, Andrei Rodrigues garantiu que a medida americana não alterará a forma como a PF atua no Brasil. "Nenhuma medida de um país vai afetar o trabalho interno; não é nada sobre legislação, não vai alterar os nossos protocolos, os nossos procedimentos de atuação para aquilo que temos feito em relação ao crime organizado", assegurou.","type":"paragraph"},{"key":"4g9c3","text":"Apesar da cooperação ativa com agências americanas como a DEA no combate ao narcotráfico e crime organizado, o diretor da PF admitiu preocupação com possíveis entraves burocráticos decorrentes da nova classificação. "Precisamos primeiro aguardar como os Estados Unidos vão trabalhar essa temática e, de fato, concordando com esses possíveis embaraços que venham a ocorrer, por exemplo, uma mudança das agências que vão interagir com o Brasil para enfrentar o que nós entendemos como crime organizado e que os Estados Unidos estão classificando como terrorismo", ponderou.","type":"paragraph"},{"key":"a8h2i","text":"Rodrigues aproveitou para reforçar a capacidade de cooperação internacional da Polícia Federal, destacando a atuação conjunta com órgãos como a Interpol e a presença de seus integrantes em agências como a Europol. "A gente colabora com 196 países que compõem a Interpol. Temos integrantes nossos na Europol, na AIA, e temos aqui na Meripol, na América do Sul, em Bogotá, e temos nossa rede de onde fica sua sede, e na área. Temos as nossas redes nos cinco continentes. Então,, se querem tratar de cooperação internacional, podem falar com a Polícia Federal que nós vamos cooperar", concluiu.","type":"paragraph"}]}

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