PASSO RUMO À SANTIDADE
Diocese de Rio do Sul inicia articulações para possível canonização de Irmã Paulina Sens pelo Vaticano
Reunião no Hospital Bom Jesus (HBJ) em Ituporanga deu o pontapé inicial para a organização da causa da religiosa, que dedicou 58 anos ao hospital.
A Diocese de Rio do Sul deu início oficial às articulações para a possível beatificação e, futuramente, canonização de Irmã Paulina Sens pelo Vaticano. A decisão foi formalizada durante uma reunião ocorrida na quarta-feira, 20 de maio de 2026, no Hospital Bom Jesus (HBJ), em Ituporanga. O motivo é a fama de santidade que a religiosa já possui junto à comunidade. Essa iniciativa é de grande importância pois pode elevar Irmã Paulina a santa, honrando sua vida dedicada ao próximo.
A religiosa, que dedicou 58 anos de sua vida ao Hospital Bom Jesus, terá sua trajetória agora organizada e documentada. O encontro no HBJ teve como principal objetivo discutir os primeiros encaminhamentos necessários para a organização da causa de santidade, com vistas aos futuros trâmites junto à Igreja Católica.
Na reunião, foram debatidas as etapas iniciais para que o processo avance. Entre elas, estão o recolhimento de escritos da religiosa, documentos, objetos pessoais e testemunhos de pessoas que conviveram com Irmã Paulina. Além disso, discutiram-se os encaminhamentos legais para efetivar a abertura formal do processo de beatificação.
A expectativa é que, no dia 22 de junho de 2026, data em que se celebrarão 24 anos do falecimento da religiosa, seja oficializado o início do processo com a realização de uma missa em sua homenagem. A CNN Brasil buscou contato com a Diocese de Rio do Sul, e o espaço permanece aberto para manifestações.
Quem foi Irmã Paulina Sens?
Irmã Paulina Sens, natural de Santa Catarina, faleceu aos 83 anos em 22 de junho de 2002. Ela dedicou sua vida à enfermagem, atuando em diversas cidades catarinenses como Blumenau, Ituporanga, Witmarsum e Presidente Getúlio. Seu trabalho mais marcante foi no Hospital Bom Jesus, em Ituporanga, onde atuou por quase seis décadas. Ela pertencia à congregação das Irmãs Franciscanas de São José e foi sepultada no cemitério paroquial da cidade.
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