ALERTA COMBUSTÍVEL BR
Diesel lidera alta, mas preços desaceleram em abril, revela ValeCard
Média nacional: diesel S-10 salta 6,38%; gasolina sobe 3,04% e etanol 0,64% em abril, revela ValeCard.
O custo de encher o tanque segue pressionando o orçamento familiar e empresarial no Brasil. A ValeCard, empresa de gestão de frotas, divulgou nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, que os preços dos combustíveis permaneceram em alta durante o mês de abril, com o diesel S-10 como principal vetor. Embora o movimento de elevação persista, a análise detalhada dos dados, compilados entre 1º e 26 de abril, já aponta para uma desaceleração em relação ao pico de março, um sinal crucial que sugere uma transição para uma fase de absorção dos reajustes de mercado, impactando diretamente a mobilidade e o custo de vida em todo o País.
Essa escalada de preços afeta de maneira desigual os diversos Estados. Em regiões como Paraná (+9,10%), São Paulo (+8,67%), Distrito Federal (+8,18%), Sergipe (+8,10%) e Paraíba (+8,06%), o aumento do diesel superou a marca de 8%. Tal variação expõe as diferentes realidades enfrentadas por transportadoras e consumidores finais, que veem os custos de logística e deslocamento se elevarem. Na média nacional, o diesel S-10 registrou um aumento de 6,38% em abril.
Contrariando a tendência geral, o Acre foi o único Estado que experimentou uma queda nos preços do diesel S-10, passando de R$ 7,211 em março para R$ 6,827 por litro em abril, uma redução de 5,33%.
O levantamento da ValeCard, baseado em milhares de transações realizadas entre 1º e 26 de abril de 2026 em mais de 25 mil postos credenciados, oferece um panorama fiel dos valores efetivamente desembolsados pelos motoristas. Os dados revelam um mercado ainda sob forte pressão, com o diesel suportando o maior impacto, enquanto a gasolina e o etanol apresentaram variações mais contidas.
Especificamente, a gasolina subiu de R$ 6,706 em março para R$ 6,910 por litro em abril, um acréscimo de R$ 0,204 (+3,04%). O etanol, por sua vez, teve um aumento mais modesto, de R$ 4,847 para R$ 4,878 (+0,64%). Já o diesel S-10 disparou de R$ 6,893 para R$ 7,333 o litro, reforçando seu papel como o principal indutor da alta.
Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, analisou a dinâmica do período. "Apesar de os dados consolidados ainda indicarem um patamar mais elevado, o movimento de alta do diesel não foi linear ao longo do período. A pressão começou a se intensificar a partir da segunda quinzena de março, com um pico concentrado entre o fim do mês e o início de abril, impulsionado por reajustes recentes e pela necessidade de recomposição de preços", explicou.
Braga complementou, oferecendo um vislumbre de um possível alívio. "Neste momento, o que observamos é uma inflexão nesse movimento, com desaceleração e tendência de acomodação ao longo das próximas semanas, à medida que o mercado absorve esse choque inicial. Isso pode trazer um respiro para o consumidor e para as empresas que dependem intensamente do transporte."
No entanto, o diretor fez uma ressalva importante: o cenário global permanece volátil. Fatores externos, como as mudanças na dinâmica da Opep e a recente saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo, podem introduzir novos episódios de instabilidade, influenciando diretamente a formação dos preços no Brasil. "Ou seja, há sinais de estabilização no curto prazo, mas o ambiente ainda exige atenção e cautela", concluiu Braga, sublinhando a imprevisibilidade do mercado energético.
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