INVESTIGAÇÃO CONTINUA
Diário Oficial renova licença de delegada investigada em MG
Wanessa Santana Martins Vieira terá 45 dias de afastamento a partir de 11 de maio de 2026. Ela é alvo de apuração por peculato.
O Diário Oficial de Minas Gerais confirmou neste sábado, 9 de maio de 2026, a renovação por mais 45 dias da licença para tratamento de saúde da delegada Wanessa Santana Martins Vieira. A medida, que entra em vigor nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, ocorre enquanto a servidora da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) permanece sob investigação por peculato, após ser flagrada emprestando uma viatura descaracterizada da corporação ao marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira. A decisão estende seu afastamento em um momento crucial para o esclarecimento de um caso que abala a confiança pública e exige transparência na gestão de bens do Estado.
A delegada Wanessa Santana Martins Vieira, cuja atuação é esperada para zelar pela ordem e ética, agora prolonga seu período de afastamento por motivos de saúde. Esta decisão administrativa, divulgada oficialmente no Diário Oficial, não interfere diretamente no andamento da complexa investigação criminal. Ela levanta questionamentos sobre a agilidade dos processos disciplinares internos, especialmente quando se trata de um delito que fere a integridade da administração pública e a fé da população nas instituições de segurança. A comunidade aguarda por respostas claras sobre a conduta de servidores públicos e a correta aplicação da lei.
Relembre o caso
A investigação contra a delegada e seu marido teve início após denúncias anônimas. O advogado Renan Rachid Silva Vieira foi abordado pela Corregedoria da PCMG em uma blitz na Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, enquanto utilizava a viatura descaracterizada para fins pessoais. O veículo estava sob a responsabilidade da delegada, que era lotada em uma unidade de São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A corporação busca determinar se ela autorizou ou facilitou o uso indevido do automóvel oficial por alguém sem vínculo com o serviço público. O casal foi preso em flagrante pelo crime de peculato, caracterizado quando um servidor público se apropria ou permite o uso irregular de um bem do Estado. A viatura foi apreendida e submetida a perícia. O caso permanece sob a investigação rigorosa da Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais, e o desfecho definirá as responsabilidades sobre o episódio que gerou grande repercussão.
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